
Uma linda voz persiste diante do vago concreto.
O silêncio não é o final de uma linda melodia.
O silêncio não é o final de uma linda melodia.
Sobre as ondas estranhas,
Ela percorre espaços maiores que a própria consciência.
O nada não se torna uma inércia ofuscante
Há apenas um som que sempre toca nos ouvidos
Uma linda voz que soará diante do próprio silêncio.
Oi silêncio!
Sou a linda voz que recusas
Trago a persistência de um eterno
Se me deres o vento,
saberei sentir e construir.
Concreto distante,
Tua própria inexistência
Seria construção em minha existência.
Não há o que perder
Nem diante do vazio e da negação.
O crescimento é contínuo e persiste.
Mesmo na própria escolha sentirás
O som de uma linda voz.
A nitidez do extinto alcançando tua consciência.
Que teu silêncio cante com os sons que saem em meu canto.
Mesmo sem abrir os lábios,
Podes deparar com o que sempre cativo.
Talvez entenda porque ainda vejo flores na seca de tua cidade!
Danço com o sorriso
E essa melodia não sai dos meus ouvidos
Permaneço diante do som e do teu silêncio
Uma díade de belas construções!
O som de minha alma é vida diante da tua morte
Sinto a estrada diante das mãos.
Escrevo em tábuas de cimento,Com a negação que quis ser tormento
Nem a própria dureza me matou.
Tenho um sorriso contínuo até no guardado.
Há uma linda voz que sempre persiste
Essa insistência alada com a essência diante do maior
O além de mim no inconsciente de si.
Pare, escute
Sou essa linda voz
Que persiste.
Vejo a deturpação de teus pensamentos
Rejeitas o que viria ser a mais bela sensatez
Não queres ter o “frágil” como uma potente voz
Voz essa que ecoa e chega sempre ao céu!
Não sou sombra de ti
Apenas trago o belo
Exponho o valor
Mesmo quando ouvi dizer:
Mataram os valores!
Oras, isso não é liberdade
Grito essa indignação.
Corram nessa covardia
Ou assumam a expansão da verdade.
Veja, sinta,escute
Uma linda voz persiste em sua exatidão
Ela canta onde negaste teu próprio ser.
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* Texto de Fabiane Linhares
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