Coluna Leitura Dinâmica - edição 189 ( Jornal Notícias do Vale )

Icozinho em separado - O distrito de Icozinho está separado de Icó. Não porque tenha havido a emancipação tão almejada pelos moradores, mas por falta de estrada. As chuvas cortaram as vias de comunicação e chegar a Icó tem sido um sofrimento incalculável.

Todas as passagens de riachos estão completamente cortadas, a ponte sobre o riacho capim pubo terminou de ser levada pela correnteza e os moradores estão isolados. Como o distrito é completamente desassistido por saúde pública a situação fica ainda pior.

Mulher que precisar de parto vai ter que esperar a festa de Senhora Santana chegar e quem estiver doente vai se virando como puder. As chuvas não têm sido fortes e não são motivos de tanto desastre que, aliás, já vem se configurando de muito tempo, mas vale como boa justificativa.

Ainda não há um dirigente público que tenha sido capaz de verdadeiramente trabalhar para interromper este ciclo de descaso e desumanidade que se abate sobre o distrito. O pior é que os moradores daquela imensa região continuam acreditando que milagre existe e que algum dia, algum político vai ser tocado pela mão milagrosa para acordar e buscar resolver a situação. Promessas existem e muitas.

História de dinheiro de asfalto desviado foi propagada pelo atual grupo que está no poder, só que isto foi noutro tempo, noutra época, noutro momento da história. Agora o tempo é outro, todos juntos trabalham pela mesma causa e esta história deverá ser esquecida para sempre.

Mesmo assim, políticos e políticos continuam se elegendo com a ajuda dos votos da estrada de Icozinho. Tudo mentira, tudo balela. De concreto nada existe a não ser uma nova promessa na língua para ser encaixada na cabeça dos moradores da região na próxima campanha eleitoral. Quem gosta de mel, come e se lambuza.
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No país Icó até história de sindicato é mentirosa
- Mais uma vez a comunidade icoense, principalmente a valorosa parcela formada pelos funcionários públicos municipais está convivendo com os absurdos que o país Icó se especializou em gerar.

Por decadência institucional do Sindicato dos Professores (SINDPREMI), um grupo de professores insatisfeitos e outros funcionários municipais resolveram fundar um novo sindicato. Aí surgiu o Sindicato dos Servidores Municipais de Icó (SINDSEMI) com a missão de ser a representação sindical capaz de enfrentar as loucuras da administração municipal.

Depois de idas e vindas com histórias controvertidas que colocaram o SINDSEMI no alto e na baixa, finalmente, uma chapa nova, impulsionada pelos foguetes da eleição municipal, derrubou a diretoria que pretendia se reeleger e o SIDSEMI se alojou nas mãos da administração municipal para ser manuseado pelo dirigente público.

Foi aí que deixou de ser sindicato para ser departamento da administração municipal. Agora, a diretoria derrotada na eleição, que sempre dirigiu o sindicato desde sua criação, descobre que o SINDSEMI sempre esteve irregular e que sua curta história foi uma mentira, pois já havia um sindicato representante da categoria desde 1989, verdadeiro, com todos os registros garantidos, pronto para emergir.

E está emergindo pelas mãos da diretoria que iniciou o SINDSEMI, para afogar de vez a lamentável presença do SINDSEMI. É mentira demais numa cidade só. Que história será esta que contamos sobre a vida deste município e acreditamos ser verdadeira? Será que algum dia também descobriremos que tudo não passa de uma grande farsa? O país Icó é difícil de ser compreendido e contado, pois se baseia em suas próprias leis, as quais nunca se sabem como serão amanhã.
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* Texto escrito por Getúlio Oliveira.
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Publicado por IN

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