Texto do internauta: "O PENOSO FINAL DE UM CICLO EM ICÓ"

O PENOSO FINAL DE UM CICLO EM ICÓ

- EDITORIAL DO JORNAL NOTÍCIAS DO VALE\ JANEIRO 2009 -

O ano passou e na roda do tempo nada é diferente, pois dia primeiro de janeiro de 2009 tudo continuou como era antes, apenas no inconsciente coletivo é que funciona esta fórmula de passar de um ano para outro renovando promessas, desejos e esperanças.

Por isto mesmo, como tudo na vida, o final de ano foi bom para uns e ruim para outros. Uns terminaram alegres, sorridentes e felizes, outros tristes, pensativos e preocupados. É à roda da vida, onde tudo se renova e nunca acaba.

No Brasil foi também um tempo de renovação de mandatos administrativos. Tanto nas prefeituras, como nas câmaras municipais, algo novo deverá acontecer. Às vezes nem tão novo assim, pois com o artifício da reeleição o que deveria ser novo continua velho, muito embora que em muitos casos seja melhor o velho do que o novo, outras vezes é melhor aposentar o velho para dar lugar ao novo.

Há casos em que nem um nem outro servem. Neste caso, cada caso é um caso. Os prefeitos que saíram também obedecem à lei da gravidade e passam pelos mesmos bons e maus momentos. Uns foram festejados, pois o mandato realizado foi proveitoso para seus munícipes. Outros saíram pelas portas dos fundos, de mansinho, direto para o ostracismo.

No Icó o caso foi específico. O prefeito que saiu pode ser considerado o perfeito exemplo do que não deveria ser. Entrou no município comemorado como ícone da esperança e aplaudido como grande responsável pela volta da aristocracia ao poder.

Entrou como símbolo da virtude, da honestidade, da concreta possibilidade de dias melhores. Saiu de forma melancólica. Nada fez de bom para o município, nada construiu para deixar uma marca, nada fez para justificar a confiança depositada, nada realizou que justificasse a inteligência de um homem que teve a felicidade que poucos têm de passar pelos bancos da universidade.

O prefeito que deixou a prefeitura de Icó é um pobre de ação e de espírito. Provou de todos os males que buscou colocar por sobre seus adversários. Ao entrar na prefeitura sua primeira e exclusiva intenção foi perseguir o ex-prefeito Neto Nunes.

Contratou auditoria, formalizou processos, anulou concurso, perseguiu seguidores do prefeito que saiu, convocou a imprensa para escandalizar a vida do antecessor, pediu a interferência da CPI do desmonte e demonstrou com todas as garras o lado trágico de um homem vingativo.

Saiu após ter sido amparado pelo ex-prefeito e hoje deputado, sem a interferência do qual, talvez já tivesse passado por piores momentos. Afastado do cargo por três vezes, teve provado seu envolvimento com falcatruas, corrupção, desmando, improbidade administrativa e incapacidade de governar.

Terminou o mandato não porque a justiça tenha reconhecido sua honestidade, mas porque foi amparado por Neto Nunes, justamente aquele a quem tanto lutou para escandalizar publicamente.

Neto Nunes tomou conta das rédeas da prefeitura e montou uma equipe emergencial para terminar o mandato do prefeito, e é por esta razão que as coisas terminaram com algum sinal de equilíbrio, pois se dependesse do titular, tudo teria sido completamente abandonado por antecipação.

O prefeito que deixou o município deverá esquecer o pesadelo para que esta geração possa esquecê-lo também. Agora está na dependência política de Neto Nunes e sua primeira sensação, já a partir de agora, vai ser experimentar a solidão, o desprezo e o ostracismo.

Não se sabe se teve algum lucro material, mas vai levando na mochila muitos processos para responder, muitas dores para sentir e muitas dificuldades para ultrapassar. É médico e já foi muito conceituado, quem sabe, poderá recuperar o reconhecimento da população que adoece.

A vida é um eterno recomeçar. Se quiser reagir deverá permanecer sóbrio, calmo e aceitar o sofrimento como meio de purgar os erros que de livre vontade cometeu. Ninguém é dono do poder, nem da riqueza, nem do luxo, nem da vaidade. Um dia, tudo passa. (sic).

Postado por Fabrício Moreira da Costa.
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Publicado por Jornalismo

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5 comentários :

Anônimo disse...

A que ponto chegou o ilustre médico Cardoso Mota, que teve a infeliz idéia de antrar na política. Conseguiu ser o pior prefeito da história recente de Icó, perdeu o equilíbio, abandonou a profissão. E o que sei é que não tem um tostão prá nada. Cardoso tem que procurar um médico. Ele não pode está bem de saúde, por suas atitudes insanas a frente da prefeitura. E o pior, cheio de processos.

Manoel Batita

Anônimo disse...

Por incrivel que pareça, pela primeira vez li um texto desse senhor da falsidade, que me agradou. Tudo isso é verdade, o médico Cardoso teve tudo para ser o melhor prefeito de Icó de todos os tempos, mas jogou na sarjeta o apoio e a confiança que milhares de eleitores depositaram na sua administraçao. Tenho dó e piedade desse ilustre médico. Que Deus o faça voltar aos consultórios, local aonde nunca ele deveria ter saído.

Anônimo disse...

Fico pensando se não existisse hoje em Icó o advogado Fabrício. Acho que ninguém saberia de nada que ocorre nos bastidores do poder (Prefeitura Municipal de Icó). Todos têm medo de falar. Medo das perseguições e físico também. Como é bom a democracia. Jamais saberia que num só mês Icó recebia algo em torno de 11 milhões. Pra onde foi este dinheiro ? Meu Deus, nunca vi um povo tão triste. Sem coragem e auto-estima. O Icó é lindo. Falta compromisso. Responsabilidade. No dia que um prefeito eleito, deixar a corrupção de lado, esta cidade vira capital de tantos valores que temos e não são usados. Só resta esperar. Vou continuar rezando e procurando votar bem. Votei em Jaime Júnior. Não porque é santo, pois pouco o conheço. Mas prá renovar. Seria mais fácil com ele aparecer novas lideranças. Para vereador, votei em Ednaldo Figueiredo. Infelizmente, nem os professores, que é minha categoria, têm mais consciência. Naldo foi um fracasso nas urnas. Mas é o Icó. O que vamos fazer daqui pra frente ?

Meire

Anônimo disse...

O pior é que Cardoso fez Icó perder quatro anos de progresso. Quem vai pagar por isto ?

Anônimo disse...

Cardoso conseguiu um fato inédito: ressuscitar as velhas oligarquias como Oriel e Quilon, e ser considerado tão ruim que não aceitaram sequer sua participação nos palanques. Que triste fim o seu Cardoso. Também pudera, quem eleva o nome de Deus em vão, como ele, um dia paga caro por isto. Já está pagando. (lembram do caso dos tirs no carro dele mesmo, que foi invesntado e descoberto pela polícia. Cardoso foi chorar na rádio, para enganar o povo, e ainda o fez em nome de Deus e maria santíssima). Bem feito prá voc~e Cardoso.