O município de Icó ostenta um dos piores índices de violência no trânsito. A maioria com registro de óbito, principalmente envolvendo motocicletas e jovens, sem nenhum preparo para conduzir veículos.
Durante muitos anos assistimos com os olhos impassíveis, dezenas de mortes, na entrada deste torrão icoense, que dá acesso pelo posto Belmont.
Foi preciso um trabalho árduo e persistente do padre José Augusto, para que o Governo Federal, através do Deputado Eunício Oliveira (PMDB), enfim, fosse construído um “contorno giratório”, encerrando assim um ciclo de mortes e horror naquela localidade. De uma só vez oito vidas perdidas.
Outra entrada e estrada com registros horripilantes de mortes, é a rodovia Estadual Deputado Tarcísio Monteiro, que embora tenha se implantado uma “ciclovia”, a cada ano os números de violência no trânsito tem aumentado sobremaneira.
Lamentavelmente, nos últimos meses, o desaparecimento de vidas dos icoenses, passou das rodovias para o próprio centro comercial.
Para ser mais preciso, uma análise amiúde da situação caótica do trânsito icoense, toda vez que aparece de inopino a famosa patrulha da CPRV estadual, com seus ciosos policiais, nas ruas largas da urbe, acontece um verdadeiro “sumiço” dos motoqueiros e por não falar, de dezenas de carros e, lógico, seus próprios guiadores.
Pela imagem, pelos números - estatísticos, a gravidade é bem maior do que se anuncia, pois demonstra que em Icó além do mau guiador de veículos, a maioria não tem capacete, carteira de habilitação e, sequer, regularidade do transporte que usa.
Francisco Barbosa, o inspetor Barbosa, assumiu há pouco a coordenação do Departamento de Trânsito de Icó. Por seu currículo profissional, por sua característica de homem educado e prestimoso, espera-se muito, embora, na verdade, a comunidade que brada aos quatro cantos que Icó “é terra de ninguém” e nada, pasmem, dá em nada, deve ajudar com todas as suas forças.
Os fiscais de trânsito, depois de dez anos de sua municipalização, já enfeitam as ruas de Icó; mas não basta só isso. Infelizmente, a educação para que o motorista promova seu retorno à boa direção, já não é capaz de resolver.
Partindo para a radicalização, a dor da morte, deve ser substituída com mais intensidade na “dor do bolso” (multas) do motorista ruim, relapso e muitas vezes irresponsável.
Finalmente, a violência continua...onde terça-feira (dia 13\01\2009) e quarta-feira (dia 14\01\2009), mais dois icoenses partiram da vida terrena ao encontro do pai celestial, vítimas de acidentes no trânsito; um em Lima-Campos e o outro em plena via comercial de Icó.
Oxalá meu pai, para que os motoristas tenham mais serenidade e espírito de amor ao próximo, pois qualquer um pode virar vítima de suas péssimas mãos guiadoras.
Fabrício Moreira da Costa
Advogado e Presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da OAB\Subseção de Iguatu.
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