As chuvas que vem caindo recentemente na cidade de Ipaumirim, distante cerca de
Somente neste mês de abril, já choveu na cidade até as precipitações de ontem para hoje,
Em uma reportagem especial feita pelo Portal UOL que foi exibida nesta terça-feira,
Um exemplo da alteração na vida diária dos habitantes deste município se localiza na Rua E, no Bairro São José, próximo ao riacho Pendências. Em um local extremamente precário, onde o esgoto corre a céu aberto, cerca de 600 pessoas convivem com essa situação morando em 23 casas de taipa no bairro mais pobre de Ipaumirim.
No dia 9 de abril, quando se registrou uma das chuvas mais fortes registradas nesta cidade, de

Um exemplo do povo desta cidade, que luta diariamente, mas que teve que com as chuvas perdeu o seu investimento. Esse é o caso de Francisco Washington Soares. Ele plantou feijão, milho e jerimum em uma área próxima ao riacho Pendências, mas devido ao aumento no nível das águas, restou apenas parte da colheita do feijão para a família, por alguns dias. O milho tem a esperanças de escapar duas receitas, já o jerimum não teve a mesma “sorte”. Como morador da área tem uma casa de taipa, moradia irregular feita de barro socado, que é instável, e mais ainda em tempos chuvosos como esta época.
O exemplo dele remete a situação das famílias deste bairro, e mais particularmente desta rua, que fica próxima ao riacho. Para os ribeirinhos, sejam eles de qualquer lugar, sabem que a natureza não espera, ela leva tudo. Mas os rios e riachos não têm a culpa, eles tentam seguir o seu curso. O homem é o responsável por alterar e aumentar a velocidade de erosão, descaracterizando e matando o leito e seu caminho. O que acontece, e como a reportagem citou esse exemplo, é que as margens desprotegidas dos leitos são levadas junto com as águas fortes.
O site UOL também traz mais um caso das rotinas alteradas pelas chuvas que caem na cidade. O exemplo é o da doceria Big Doce, que são mantidas pelo empresário Big Dog e João Paulo. As águas da “grande chuva” atingiram a fábrica em um nível de
Um outro caso de perda de plantação pela força das águas aconteceu em uma cidade próxima,
Uma área bastante afetada pelas chuvas foi a zona rural de Ipaumirim. Com as terras sem árvores ou qualquer cobertura vegetal, as águas em contato com o solo se transformam em lama e tornam a travessia um teste de paciência. Buracos surgem e dificultam a locomoção de passageiros para a cidade. As chuvas que caíram na quarta-feira passada, dia 9, fizeram a zona rural ficar ilhada e suspender até o dia 22 as aulas do município.
A recuperação das estradas está estimada em torno de R$ 60 mil e R$ 70 mil para serem gastos nos
Um perigo também presente para os moradores do bairro São José, em Ipaumirim, como de toda população ribeirinha do Ceará, que foi vítima das águas, reside na situação de risco para casos de verminoses e doenças do estômago e intestino. Estes casos, junto a problemas respiratórios, conjuntivite e contaminação são conseqüências do contato com água misturada a dejetos.
O que prejudica a diminuição nos casos que ocorrem é a precária estrutura do saneamento básico da localidade. O lixo e o esgoto não têm um tratamento adequado e são despejados no riacho. As cheias trazem a água contaminada e prejudicam a saúde dos habitantes. Além dessa deficiência, a população não mantém uma higiene, aumentando a possibilidade de problemas de saúde.
Em áreas alagadas por muito tempo, a chance de doenças aparecerem é maior. Um exemplo seriam as cidades de Icó e Lavras da Mangabeira, que ficam a beira do Rio Salgado, que recebe muita água em tempo de muita chuva. Aí reside o perigo de contrai a cólera, pela água suja, e a leptospirose, se ocorrer a presença de urina de rato.
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