domingo, 27 de outubro de 2013

Mapa da extrema pobreza em Fortaleza é apresentado em audiência na AL-CE

No Brasil, 16 milhões de pessoas vivem na extrema pobreza, ou seja, possuem uma renda familiar per capita de até R$ 70 mensais. 

O dado foi apontado pelo presidente da Comissão de Orçamento, Finanças e Tributação da Assembleia Legislativa, deputado Lula Morais [PCdoB], durante a apresentação do mapa da pobreza extrema em Fortaleza, na última segunda-feira [21], na Assembleia Legislativa do Ceará. 

O parlamentar lembrou que, de 2002 a 2012, ocorreu uma queda de 50% de desigualdade no País, devido a medidas adotadas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela presidente Dilma Rousseff. No entanto, ressaltou que, “apesar dos avanços, os números ainda são assustadores” em relação à pobreza e à violência. 

Em Fortaleza, de acordo com o representante do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), Vitor Hugo Miro Couto Silva, 134 mil pessoas vivem em domicílios com renda per capita inferior a R$ 70, 5,5% da população, com base em dados do IBGE de 2010. No entanto, segundo ele, houve uma redução da extrema pobreza de 2009 a 2012. 

“O grande fator contribuinte para a redução da extrema pobreza não foi o Bolsa Família, mas a valorização do emprego”, afirmou, acrescentando que a valorização do salário mínimo também foi importante para a diminuição. Vitor Hugo apontou que os bairros da Regional V e VI representam mais de 50% das pessoas extremamente pobres de Fortaleza. 

A coordenadora do Núcleo de Psicologia Comunitária da Universidade Federal do Ceará (Nucom – UFC), professora Verônica Morais, salientou o trabalho desenvolvido em comunidades do bairro Bom Jardim, em Fortaleza, desde o ano de 2007, e Canafístula, no município de Apuiarés, desde 2009. “As pessoas em situação de pobreza possuem problemas, mas possuem potencialidades”, destacou. Segundo a psicóloga, “a naturalização da pobreza leva a culpabilização do pobre”. 

A representante da Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social e Combate à Fome [Setra], Lidiana Rios Farias, ressaltou a atenção às pessoas em situação de extrema pobreza de Fortaleza, “trabalho que vem sendo realizado para montar as melhores estratégias”. 

Lidiana relatou o trabalho dos 24 Centros de Referência da Assistência Social [Cras], além do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua [Centro POP]. De acordo com Lidiana Farias, de 2007 a 2012, quase três mil pessoas passaram pelo Centro POP, em Fortaleza.


* Com informações da Agência de Notícias da Assembleia Legislativa

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