Operação conjunta realizada no Ceará, pela Polícia Federal [PF] e o Ministério Público Eleitoral [MPE], na sexta-feira [21], resultou na prisão temporária de políticos e de outras pessoas por suposto envolvimento com compra de votos e tráfico internacional de drogas.
Entre os presos estão uma candidata a prefeita do município de Cariús, Natália Ferreira Gomes, e o marido dela, Ezivan Gonçalves dos Santos, candidato a vereador.
A candidata a prefeita e o marido foram presos por suspeita de compra de votos. Durante a operação, foram encontrados documentos que comprovariam a oferta de consultas médicas, combustível e transporte para eleitores em troca de voto nas eleições de 7 de outubro.
A Operação Cariús, realizado no município de mesmo nome, no Centro Sul cearense, é a segunda realizada esta semana em conjunto pelo MPF e PF em que há prisão de políticos por compra de votos. Na terça-feira [18], uma operação no município cearense de Trairí cumpriu 27 mandados de busca e apreensão e 13 de prisão temporária.
Para o procurador regional eleitoral Márcio Andrade Torres [foto], essas operações são um recado claro aos candidatos sobre o trabalho da instituição. "Se os candidatos quiserem obter os votos dos eleitores que obtenham dentro dos métodos legais. Nós estamos vigilantes para o combate à compra de votos", advertiu.
Tráfico de drogas
Contra o candidato a vereador Ezivan Gonçalves dos Santos também havia mandado de prisão por envolvimento com o tráfico internacional de entorpecentes. Ele faria parte de uma quadrilha que traz droga da Bolívia para ser comercializada no Ceará e também vendida para países da Europa.
De acordo com as investigações da Polícia Federal, o dinheiro obtido com o tráfico poderia, inclusive, estar sendo usado para financiar a campanha de Natália à prefeitura de Cariús. Eliomar Lima Júnior, delegado da PF, aponta Ezivan como sendo um dos líderes da quadrilha internacional.
Realizada simultaneamente nos estados do Ceará e Mato Grosso, a Operação Cariús resultou também na prisão de três estrangeiros - todos colombianos. Dois deles já estavam com prisão temporária decretada e o outro foi preso em flagrante por uso de documentos falsos.
* Com informações da Assessoria de Comunicação Social do Ministério Público Federal no Ceará
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