quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Juíza suspende realização de pesquisa Ibope na capital da Paraíba

A juíza eleitoral da 70ª zona eleitoral da Paraíba, Túlia Neves, suspendeu nessa terça-feira [4] a realização de uma pesquisa Ibope.

Os dados eram coletados para a Prefeitura de João Pessoa e estava prevista para ser divulgada na próxima sexta-feira [7]. O motivo da decisão da justiça foi a omissão do nome de uma candidata e um dos formulários da pesquisa.

Em nota, o Ibope negou irregularidade, mas informou que, "comprometido com a lisura de suas pesquisas e com sua credibilidade, decidiu interromper e cancelar a pesquisa que estava sendo conduzida neste momento. Oportunamente será agendada uma nova rodada de pesquisa eleitoral neste município".

A determinação da Justiça Eleitoral veio depois que um pesquisador do Ibope foi detido nesta terça enquanto realizava a pesquisa. Junto com o pesquisador, havia uma cédula do questionário em que não constava o nome da candidata Estelizabel Bezerra [PSB].

O Ibope divulgou duas notas sobre o caso. Nas notas, o Ibope reconhece falha na preparação da cédula entregue ao entrevistado, mas enfatiza que o material em que consta a falha é complementar. O instituto diz que, na pergunta principal [a pesquisa estimulada], constam os nomes de todos os candidatos.

"Informamos que houve um erro meramente formal na preparação da matriz da cédula que é entregue complementarmente ao entrevistado, na qual estava ausente o nome da candidata Estela Bezerra. Esclarecemos que o uso da cédula é um procedimento interno do Ibope e apenas complementar à entrevista, sendo que a pergunta considerada na divulgação é aquela estimulada, realizada no início da entrevista, em que o candidato aponta no disco em quem irá votar", diz a segunda nota.

A pesquisa suspensa foi registrada no TRE-PB com o número 00053/2012. O pesquisador detido, Ricardo Miranda, confirmou que trabalhava para uma empresa terceirizada que presta serviço ao Ibope e afirmou que, no material apreendido, de fato não constava o nome da candidata.

O coordenador jurídico da campanha de Estelizabel Bezerra, Marcelo Weick, divulgou uma foto da cédula da pesquisa. O advogado explicou que decidiu acionar a Justiça depois que o estudante Joel Cavalcanti informou à assessoria jurídica da campanha que recebeu o pesquisador em seu casa, mas durante o questionário percebeu a falta do nome da candidata Estelizabel Bezerra.


* Com informações do G1 Paraíba

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