A produção industrial brasileira voltou a cair em março, com uma redução de 0,5% em relação a fevereiro, de acordo com os números divulgados, nesta quinta-feira [3], pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística [IBGE].Em relação a março de 2011, a queda foi de 2,1%, o que configura o sétimo resultado negativo consecutivo nesse tipo de comparação. Embora tenha registrado uma expansão de 1,3% em fevereiro, o setor industrial já acumula em 2012 uma queda de 3%.
SETORES - De acordo com o IBGE, a produção industrial apresentou recuo em março, em 18 dos 27 ramos pesquisados, com destaque para equipamentos de instrumentação médico-hospitalar, ópticos e outros [-10,1%]; material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações [-6,9%]; edição, impressão e reprodução de gravações [-7,1%] e refino de petróleo e produção de álcool [-3,6%]. Com exceção de material eletrônico, esses ramos tinham registrado resultados positivos em fevereiro.
Entre as nove atividades que tiveram crescimento na produção em março, a que exerceu maior influência sobre o total da indústria foi a de veículos automotores, com uma alta de 11,5%. O ramo, que em janeiro tinha registrado uma queda de 31,2%, já acumula dois meses consecutivos de resultados positivos, com uma expansão de 26,2%.
No entanto, no confronto com março de 2011, é o ramo de produção de veículos automotores o que mais influiu negativamente no resultado médio da indústria, com um recuo de 7,5%. Outras contribuições negativas para a queda de 2,1% em relação a março do ano passado vieram dos segmentos material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações [-18,4%]; máquinas, aparelhos e materiais elétricos [-10,8%]; produtos de metal [-9,8%] e metalurgia básica [-6,5%].
Na comparação março a março, onze ramos registraram taxas positivas, com destaque para equipamentos de transporte [11,3%], bebidas [6,8%] e outros produtos químicos [2,9%].
* Com informações da Agência Brasil
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