Durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quarta-feira [16], a deputada Mirian Sobreira [PSB] comentou sobre as dificuldades enfrentadas por enfermeiros, técnicos de enfermagem e auxiliares de enfermagem no Brasil no exercício da profissão.Nesta quinta-feira [17], a AL-CE realiza sessão solene para homenagear as categorias, cuja data foi celebrada em 12 de maio.
Segundo a socialista [foto], uma audiência pública com data a definir debaterá questões salariais, dos plantonistas e de infraestrutura. O reconhecimento do poder público no tocante à remuneração não acontece, afirmou a parlamentar, relatando caso de enfermeiro ganhar apenas R$ 800 de prefeitura no Interior.
A deputada revelou que existem 1,3 milhão de profissionais de enfermagem no Brasil e 48 mil no Ceará. Trata-se da segunda maior classe do País, com o maior número de mestres e doutores e a quinta que mais publica trabalhos científicos no mundo.
“Exercemos, às vezes, funções que não são nossas para atender à sociedade, que já sofre com um sistema de saúde desumano e, muitas vezes, criminoso. Nosso erro pode custar uma vida humana”, pontuou.
De acordo com a socialista, muitos ambientes de trabalho são inadequados. Ela denunciou irregularidades no Programa Saúde da Família [PSF], com enfermeiros cumprindo funções de médicos. “Ultrapassa os limites do desrespeito e da dignidade. Eles colocam o diploma em risco para atender à comunidade”, citou.
Mirian Sobreira também lamentou o fato de a categoria, apesar de existir há 87 anos, ainda não ter um piso salarial. Tramita no Congresso uma proposta de fixação em R$ 4.600 para enfermeiros, 70% deste valor para técnicos e 50% deste total para auxiliares. “É humanamente impossível prestar um serviço de qualidade. É justo que a população cobre, mas também que os gestores vejam a situação crítica do profissional”, ponderou.
Em aparte, a deputada Dra. Silvana [PMDB] afirmou que se prefere dar visibilidade aos erros das categorias do que tornar pública as condições nas quais elas trabalham. Como exemplo, a peemedebista citou a sobrecarga de trabalho.
Muitos profissionais cumprem expedientes em mais de uma unidade/programa de saúde. “Às vezes, um enfermeiro assume um andar inteiro. A população não quer saber se está sobrecarregado, mas se fez uma besteira. Seu clamor é um clamor social”, considerou.
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