Que, na verdade dos fatos, não mudaram em essência, apenas receberam novas roupagens. Roupagens que buscam cada vez mais disfarçar os verdadeiros sentidos que as cercam.
Neste contexto, é interessante apreendermos uma das visões que Paulo Freire nos apresenta, onde o mesmo nos coloca que a consciência do oprimido "hospeda" a consciência do opressor. A partir desta concepção podemos obter várias interpretações.
Neste momento, é interessante nos atermos ao sentido de que a consciência do oprimido é a própria consciência do opressor, ou seja, aqueles que detém o poder conseguem sujeitar os considerados inferiores a tudo aquilo que considera mais acertado.
Remetendo-nos a um velho ditado popular, "manda quem pode e obedece quem tem juízo", que retrata de forma mais clara aquilo que se viveu ontem, continua a ser vivenciado hoje e provavelmente será vivido amanhã.
Neste momento, é interessante nos atermos ao sentido de que a consciência do oprimido é a própria consciência do opressor, ou seja, aqueles que detém o poder conseguem sujeitar os considerados inferiores a tudo aquilo que considera mais acertado.
Remetendo-nos a um velho ditado popular, "manda quem pode e obedece quem tem juízo", que retrata de forma mais clara aquilo que se viveu ontem, continua a ser vivenciado hoje e provavelmente será vivido amanhã.
Tudo isso devido ao temor dos "inferiores" em assumirem posturas autônomas, independentes e críticas diante da opressão dos que se dizem mais sábios, e que dispõem de poderes que lhe conferem o "direito" de se colocarem acima de todos. É nesse ponto que está o erro, no fato de a maioria das pessoas terem se acomodado e se alienado diante de toda essa realidade.
A partir desta acomodação surge o medo. O medo de lutar por sua liberdade, podendo ser barrado e "castigado" por seus "superiores". Abandonando, assim, a possibilidade de apresentarem o que pensam e reivindicarem seu lugar na democracia. Essa que muitos comentam, poucos entendem e que a grande maioria desconhece.
A questão não é ter a hierarquia como um obstáculo. Até por que já que ela existe, e que dificilmente será erradicado, é melhor tentar conciliá-la aos interesses coletivos, a efetivação da democracia em si. Não basta lutar por essa conciliação, necessita-se abandonar e impossibilitar os interesses individuais, em contrapartida prevalecendo os interesses da coletividade.
A utopia colocada como impossibilidade da concreticidade em si, da realização plena dos sonhos posta no real é pura construção humana, principalmente daqueles que não acreditam nas mudanças. Diante disso, podemos, sim, pensar na utopia onde haja a predominância da coletividade sobre a individualidade. Cabe a nós acreditarmos e lutarmos por ela.
Assim, o objetivo principal não é mudar o mundo de uma só vez, mas fazermos nossa parte em meio a toda essa imensidão, construindo as verdadeiras consciências de que não fomos mais uns dentre os tantos alienados. Mas, sim, aqueles que lutaram pelas melhorias, e não pela perpetuação das relações injustas, desumanas, individualistas e perversas que nos acompanham a muitos e muitos anos.
O homem não pode vegetar e comungar diante do que se vive atualmente. Ele precisa utilizar de suas capacidades para concreticidade de uma sociedade mais justa e efetivamente humanitária!
O homem não pode vegetar e comungar diante do que se vive atualmente. Ele precisa utilizar de suas capacidades para concreticidade de uma sociedade mais justa e efetivamente humanitária!
3 comentários :
Edilyanne Dias, ótimo conteúdo.
Ótimo reflexo acerca da realidade legítima que enfrentamos pelos caminhos traçados indecentemente a nos torturar pela sua postura inflexível e permanente....
O "homem" precisa encontrar-se e entender que a liberdade não foi feita para ser idealizada, mas vivida...
Muito obrigado Rafael e Alan.
Concordo contigo Alan, pena perceber que o entendimento de liberdade não ultrapassa as fronteiras da alienação. Apesar disso não podemos deixar de tentar vivê-la em nossos dias. De tentar concretizá-la na conjuntura em que estamos inseridos.
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