O rendimento médio do trabalhador brasileiro atingiu em fevereiro R$ 1.699,70, o valor mais alto desde março de 2002, quando teve início a série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego [PME], do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística [IBGE].O levantamento, divulgado nesta quinta-feira [22] pelo órgão, revela que o poder de compra dos ocupados – ou seja, as pessoas que trabalham com carteira assinada ou informalmente – aumentou 1,2% em comparação com janeiro e 4,4% em relação a fevereiro de 2011.
De acordo com o gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, o resultado foi impulsionado pelo aumento do salário mínimo, que apresentou alta de 14% no início do ano, ao passar de R$ 545 para R$ 622. “Esse recorde foi causado principalmente pelo aumento do salário mínimo, que é o principal indexador de muitos grupamentos de atividades, de muitas classes de trabalhadores, e foi um dos maiores responsáveis pelo movimento”, explicou.
Azeredo acrescentou que a dispensa de trabalhadores temporários, o que geralmente ocorre no início do ano, pode ter contribuído também para elevar a média dos rendimentos. “Esses trabalhadores temporários, em geral, ganham menos. Com a saída deles [do mercado de trabalho], a média dos rendimentos tende a subir”, afirmou.
O gerente do IBGE disse, ainda, que os setores que sofreram os maiores impactos do aumento do salário mínimo foram a indústria e o comércio. O documento aponta que São Paulo registrou em fevereiro de 2012 o maior rendimento médio [de R$ 1.813], seguido pelo Rio de Janeiro [R$ 1.805].
De acordo com o levantamento, cinco das seis regiões metropolitanas observadas pelo IBGE tiveram aumento no rendimento em fevereiro deste ano na comparação com fevereiro de 2011: Recife [6,7%], Salvador [18,6%], Belo Horizonte [7,0%], Rio de Janeiro [0,4%] e São Paulo [5,4%]. Apenas Porto Alegre [-2,4%] apresentou diminuição.
DESEMPREGO - A taxa de desemprego fechou fevereiro em 5,7% e registrou o menor resultado para o mês desde o início da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego [PME], em março de 2002. Na comparação com janeiro, quando a taxa ficou em 5,5%, houve leve alta. Já em relação a fevereiro de 2011 [6,4%] foi registrada diminuição na taxa.
De acordo com dados do IBGE, em fevereiro, a população desocupada somou 1,4 milhão de pessoas, ficando estável em relação ao mês anterior. Quando comparada com fevereiro do ano passado, houve redução de 8,6%, o que representa 130 mil pessoas a menos em busca de emprego.
Já a população ocupada totalizou 22,6 milhões e também não variou ante o mês de janeiro, mas na comparação com o mesmo período de 2011 aumentou 1,9%, com o acréscimo de 428 mil ocupados no intervalo de 12 meses.
O levantamento revela ainda 11,2 milhões de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, o que revela estabilidade em relação a janeiro. Na comparação com fevereiro do ano passado, houve uma elevação de 5,4%, o que representou um adicional de 578 mil postos de trabalho com carteira assinada em um ano.
* Com informações da Agência Brasil
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