sábado, 17 de março de 2012

Brasil gera 150,6 mil empregos formais em fevereiro, mas tem o pior resultado em três anos

O Brasil criou em fevereiro 150,6 mil empregos formais, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados [Caged] divulgados nesta sexta-feira [16] pelo Ministério do Trabalho.

Se, por um lado, o número supera o resultado de janeiro, quando foram criados 118,9 mil empregos, por outro representa menos da metade dos empregos criados no mesmo mês de 2011 [347 mil].

Na estatística do Ministério, foi o pior mês de fevereiro nos últimos três anos. Somando os dois primeiros meses do ano, foram abertas 293.987 vagas, bem menos do que os quase 500 mil empregos criados no primeiro bimestre de 2011.

NÚMEROS - Seis dois oito setores econômicos acompanhados pelo Caged contrataram mais do que demitiram em fevereiro. O setor de serviços foi o que apresentou o melhor desempenho no mês, com a geração líquida de 93.170 postos de trabalho.

A construção civil, com saldo de 27.811 empregos, e a indústria de transformação, com 19.609, aparecem na sequência dos melhores desempenhos setoriais. Já a indústria de transformação, apesar de ter apresentado o terceiro melhor resultado para o mês entre os oito setores pesquisados, mostra um dinamismo menor que o do ano passado.

Os dois setores que registraram mais demissões do que contratações foram o comércio, com saldo negativo de 6.645 empregos, e a agricultura, que fechou 425 postos de trabalho.

REGIÕES E ESTADOS - Entre as regiões, a que apresentou melhor desempenho foi a Sudeste, que expandiu o mercado de trabalho em 93.266 vagas; seguida das regiões Sul [39.522], Centro-Oeste [23.457] e Norte [3.965].

A Região Nordeste foi a única que registrou saldo negativo em fevereiro, perdendo liquidamente 9.610 empregos. Segundo técnicos do Ministério do Trabalho, o mau desempenho se deve à sazonalidade das atividades do setor sucroalcooleiro.

Entre os estados, São Paulo apresentou o melhor saldo, com 55.754 postos de trabalho abertos, seguido de Minas Gerais [21.031] e Rio de Janeiro [16.071]. Dos 21 estados, em sete houve mais demissões do que contratações. O pior resultado líquido foi o do Amazonas, com 472 empregos perdidos. Segundo o Ministério, consequência do fechamento de vagas nas indústrias de material de transporte e de produtos elétricos e de comunicações.

* Com informações da Agência Brasil

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