Ceará: Mais de 700 funcionários de correspondentes bancários podem ser demitidos

Uma resolução do Banco Central [BC] que proíbe os bancos de manterem em suas agências profissionais que trabalham na oferta de crédito consigado pode causar a demissão de mais de 700 funcionários de correspondentes bancários somente no Ceará.

Os trabalhadores são funcionários de empresas contratadas por intituições financeiras bancárias para atuar no setor de crédito consignado. “Muitas dessas empresas poderão quebrar em razão da proibição do BC.

Os profissionais, vários deles com idade acima dos 40 anos, não conseguirão recolocação no mercado de trabalho facilmente”, alerta o presidente da Associação Nacional das Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes no País [Aneps], Luís Carlos Bento.

Além da ameaça de demissão em massa – no Brasil todo se calcula que atinja mais de 30 mil pessoas–, a resolução pode trazer impacto nos esforços do governo em estimular a economia, pois dificulta o acesso de mais pessoas a empréstimos consignados.

“A movimentação de menos dinheiro na economia significa também menos consumo”, afirma o presidente da Aneps, que já solicitou esclarecimento do Banco Central. Para Bento, a norma do BC tem ainda outro agravante, uma vez que representa séria ameaça à segurança financeira das pessoas interessadas em crédito consignado. “Elas estarão mais vulneráveis à ação de golpistas e também ao assédio dos chamados pastinhas, que oferecem crédito consignado fora do ambiente das agências bancárias”, alerta.

* Com informações do Ceará Agora
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Publicado por Jornalismo

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