Uma matéria que apresenta um dos elementos da cultura popular nordestina e, consequentemente cearense, ainda presente no sertão do Estado.67 anos de vida, grande parte dela dedicada à musica da rabeca, instrumento considerado em extinção para muitos, Chico Barbeiro revive os tempos antigos [e novos] da música interiorana.
A matéria que trazemos abaixo, na íntegra, é de autoria do jornalista Honório Barbosa, do jornal Diário do Nordeste, e apresenta este cenário especial da música popular do Ceará. O texto está no blog Diário Centro Sul.
Rabequeiro mantém tradição em Baixio - A arte musical popular ainda resiste à força e modismos da indústria cultural. O Ceará conta com cerca de cem tocadores de rabeca espalhados em 45 municípios, no sertão e nas serras. A maioria acima de 60 anos de idade.
Um exemplo vem desta cidade, localizada na região sudeste do Estado, divisa com a Paraíba, onde o barbeiro e músico, Francisco Cassiano Nazário, o Chico Barbeiro, mantém viva a tradição nordestina. Mas será que as novas gerações estão dispostas a continuar o ofício dos músicos já velhos e que quase não tocam mais para o público em suas cidades no Interior?
“Acredito que sim, a rabeca será preservada e terá continuidade com músicos jovens”, prevê o professor e pesquisador, Gilmar de Carvalho, que no período de 2004 a 2006 realizou ampla pesquisa e visitou mais de uma centena de rabequeiros no Interior do Ceará. Chico Barbeiro prevê uma diminuição do ofício musical. “A sanfona ocupa mais espaço e eu penso que vai diminuir muito quando os rabequeiros atuais forem embora, mas acabar mesmo, não acaba não”.
FORRÓ- Conhecido na pequena cidade de Baixio, Chico Barbeiro, aos 67 anos, permanece tocando, animando festas juninas, festas sociais da terceira idade e eventos culturais no município. O repertório é quase exclusivo o forró pé de serra de Luiz Gonzaga. Inclui-se o xote, baião e o arrasta-pé. “Aprendi a tocar de ouvido, nunca estudei e ninguém me ensinou nada”, disse. “É o dom que Deus me deu e quando eu toco me sinto bem e feliz, porque gosto de música e me renovo mais cinco anos”.
A rabeca somente passou a fazer parte da vida artística de Chico Barbeiro em meados da década de 1970, quando comprou uma usada de Manoel Vieira, de Umari, que ele conhecia desde menino. “Por aqui só tinha ele que tocava rabeca”, disse. “Era um mestre”. O instrumento estava quebrado e Chico Barbeiro fez o conserto. Logo aprendeu a manipular o arco e definir a posição dos dedos nas cordas. Tornou-se um mestre rabequeiro.
INSPIRAÇÃO - Em 2007, teve uma inspiração por meio de um sonho de fazer uma rabeca usando cano PVC. “Fiquei martelando a ideia e deu certo”, contou. “Fiz a primeira e percebi que poderia melhorar e fiz outra bem acabada e bonita”. A rabeca de PVC é demonstração da genialidade do mestre rabequeiro, cujo talento musical tem continuidade com o filho, Jussiê Avelino Cassiano, que acompanha o pai, tocando zabumba e sanfona.
Um exemplo vem desta cidade, localizada na região sudeste do Estado, divisa com a Paraíba, onde o barbeiro e músico, Francisco Cassiano Nazário, o Chico Barbeiro, mantém viva a tradição nordestina. Mas será que as novas gerações estão dispostas a continuar o ofício dos músicos já velhos e que quase não tocam mais para o público em suas cidades no Interior?
“Acredito que sim, a rabeca será preservada e terá continuidade com músicos jovens”, prevê o professor e pesquisador, Gilmar de Carvalho, que no período de 2004 a 2006 realizou ampla pesquisa e visitou mais de uma centena de rabequeiros no Interior do Ceará. Chico Barbeiro prevê uma diminuição do ofício musical. “A sanfona ocupa mais espaço e eu penso que vai diminuir muito quando os rabequeiros atuais forem embora, mas acabar mesmo, não acaba não”.
FORRÓ- Conhecido na pequena cidade de Baixio, Chico Barbeiro, aos 67 anos, permanece tocando, animando festas juninas, festas sociais da terceira idade e eventos culturais no município. O repertório é quase exclusivo o forró pé de serra de Luiz Gonzaga. Inclui-se o xote, baião e o arrasta-pé. “Aprendi a tocar de ouvido, nunca estudei e ninguém me ensinou nada”, disse. “É o dom que Deus me deu e quando eu toco me sinto bem e feliz, porque gosto de música e me renovo mais cinco anos”.
A rabeca somente passou a fazer parte da vida artística de Chico Barbeiro em meados da década de 1970, quando comprou uma usada de Manoel Vieira, de Umari, que ele conhecia desde menino. “Por aqui só tinha ele que tocava rabeca”, disse. “Era um mestre”. O instrumento estava quebrado e Chico Barbeiro fez o conserto. Logo aprendeu a manipular o arco e definir a posição dos dedos nas cordas. Tornou-se um mestre rabequeiro.
INSPIRAÇÃO - Em 2007, teve uma inspiração por meio de um sonho de fazer uma rabeca usando cano PVC. “Fiquei martelando a ideia e deu certo”, contou. “Fiz a primeira e percebi que poderia melhorar e fiz outra bem acabada e bonita”. A rabeca de PVC é demonstração da genialidade do mestre rabequeiro, cujo talento musical tem continuidade com o filho, Jussiê Avelino Cassiano, que acompanha o pai, tocando zabumba e sanfona.
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