Na ocasião, Eudoro Santana, secretário executivo do Conselho, expôs a proposta de criação de um Centro Integrado de Referência sobre Drogas no Ceará.
O deputado Sérgio Aguiar [PSB], que presidiu os trabalhos durante a sessão solene, disse que esta é uma oportunidade fundamental para o Poder Legislativo, pela possibilidade de contar com a participação daqueles que, ao longo de várias discussões, participaram da formulação de um importante trabalho de combate às drogas.
“Este plano, que é produto do Pacto pela Vida, mostra que o Parlamento não fica apenas com seu papel de fiscalizar e legislar, mas procura também aproximar a sociedade das discussões sobre a temática do combate às drogas e colabora com o Poder Executivo, contribuindo para que o Estado tenha uma política pública eficiente”, acrescentou Aguiar.
Eudoro Santana explicou que o Poder Legislativo está entregando hoje à sociedade um documento que representa não apenas um texto escrito por especialistas, mas um documento de compromisso. Segundo ele, todas as propostas contidas no Plano foram pactuadas nos níveis municipais, estadual e regional, e todos os secretários receberam as demandas sugeridas ao longo dos encontros realizados.
“O mais importante é que cada proposta acompanha uma sugestão de quem vai executá-la. Esse é um produto pactuado com o Governo do Estado e, para ter a garantia de que as propostas serão executadas, nós propusemos a criação de uma estrutura permanente, capaz de integrar as ações do poder público: um Centro Integrado de Referência sobre Drogas”, complementou Santana.
O presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, José Maria Pontes, alertou para dados que apontam que os jovens estão morrendo, o que, de acordo com ele, indica que o Brasil está vivendo em tempos de guerra. “Em 2010, mais de 40 mil pessoas morreram nas estradas. Só o trânsito já é uma guerra e não podemos viver com uma violência tão absurda”, afirmou.
Pontes informou ainda, que teve acesso, no ano passado, a uma matéria do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, com informações de que 70% dos recém nascidos e menores que dão entrada em abrigos são filhos de pais que consomem crack. “São órfãos de pais vivos, porque os pais os desprezam. E isso está começando a acontecer em Fortaleza também. Não é uma coisa natural, mas já estamos tão acostumados com essas notícias que acabamos achando normal o que não é. É preciso pôr em prática o trabalho do Pacto pela Vida,” encerrou.
* Com informações da Agência de Notícias da Assembleia Legislativa
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