Até o final da semana a Polícia Federal [PF] deverá instaurar inquérito para investigar o presidente da Confederação Brasileira de Futebol [CBF] e do comitê organizador da Copa do Mundo de 2014, Ricardo Teixeira, por suspeita de remessa ilegal de dinheiro ao BrasilA informação foi repassada pela própria PF nesta terça-feira [11] e repercutida no Folha.Com. A abertura de inquérito foi pedida à Polícia no final de setembro pelo procurador do Ministério Público Federal do Rio Marcelo Freire. A investigação será feita pela Delegacia de Combate a Crimes Financeiros, mas ainda não foi designado o delegado que ficará encarregado do caso
Teixeira poderá ser chamado à PF para prestar esclarecimentos. Ao fim das investigações, o inquérito volta ao Ministério Público Federal, que decidirá se apresentará ou não denúncia contra Teixeira à Justiça. O prazo de conclusão de um inquérito é de 30 dias, mas pode ser prorrogado.
DENÚNCIA DA BBC - A investigação vai se concentrar em denúncias feitas pela emissora britânica BBC de que Teixeira, junto com outros dois integrantes do comitê executivo da Fifa, supostamente receberam propina da ex-parceira de marketing da Fifa ISL nos anos 1990. A ISL faliu em 2001.
Segundo a BBC, foram feitos 175 pagamentos secretos pela ISL em 1989 e 1999. O Ministério Público Federal pede que a polícia investigue se parte desse dinheiro entrou no Brasil de forma ilegal através de empresas com sede em paraísos fiscais, que seriam controladas por Teixeira.
OUTRO LADO - Teixeira nega as acusações. A Fifa afirmou que investigação realizada na Suiça em 2008 sobre a falência da ISL não encontrou indícios de participação de Teixeira e de dois outros dois integrantes de seu comitê executivo acusados de receberem suborno --Nicolás Leoz, presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol, e Issa Hayatou, chefe da Confederação Africana de Futebol-- em qualquer crime.
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