Marcas do passado, mistério desvendados *

Suspeitamos que os restos de uma pequena construção atrás do Santuário de Nossa Senhora da Conceição ou Igreja do Monte [séc. XVIII], é o que sobrou de uma antiga sepultura, um sinal da época dos sepultamentos ocorridos em toda a região do monte [fora do cemitério], quando Dr. Théberge atendeu as pessoas contaminadas pela cólera em seu teatro, edificado em 1860, morrendo ele, contaminado pela mesma moléstia, em 30 de maio de 1864. Diz a sua lápide em latim na Igreja do Senhor do Bonfim: ‘’Ele era amado por todos, mas seu destino foi terrível’’.

Uma doença que deixou um rastro devastador de 50 mortos por dia em Icó, causando o início da decadência econômica da cidade e a evasão da população. Grande parte dos mortos foram enterrados em valetas coletivas nesta região da cidade, fora do cemitério construído pelo próprio francês Dr. Théberge ao lado da Igreja do Monte, no século XIX.

Existiram vestígios em toda área, eram os restos de pequenas sepulturas como essa, uma construção aparentemente brusca com tijolos vultosos e pedras. Com as construções nas proximidades da Igreja, foram encontrados restos mortais.
Parte dos fundos do Santuário de Nossa Senhora da Conceição [séc. XVIII] Ilustração da época da cólera [séc. XIX]. Desenho de Luan Sarmento

Antiga porta dos fundos do cemitério do Icó (XIX)
Entravam cortejos fúnebres por essa abertura até os anos 195, aproximadamente, antes da abertura ser tampada e interditada por domicílios que dificultam o acesso a essa marca histórica.
Porta da frente do cemitério antigo


* Texto escrito e registro fotográfico de Luan Sarmento - Estudante de Serviço Social e pesquisador da História de Icó - publicado em seu blog "Icó Arte Barroca"
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Publicado por Jornalismo

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