Ceará segue Brasil e greve dos bancários chega ao 15º dia na terça [11]

Nenhuma negociação entre a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro [Contraf] e a Federação Nacional dos Bancos [Fenaban], pertencente a Federação Brasileira de Bancos [Febraban], até o momento, e a greve dos bancários continua forte em todo o Brasil.

Segundo a Contraf, não houve atendimento em 9.090 agências de bancos públicos e privados em 26 Estados e no Distrito Federal nesta segunda-feira [10], o 14º dia de greve da categoria. No Ceará, reunidos em assembleia, os bancários deliberaram pela continuidade da greve e pelo fortalecimento do movimento.

SILÊNCIO E CONTINUIDADE - De acordo com o Sindicato dos Bancários do Ceará [SEEB-CE], seguindo tendência do movimento grevista no Brasil, em comunicado em seu site afirmou haver o "silêncio dos bancos e a falta de perspectiva de negociação", que juntos "têm impulsionado a crescente adesão dos bancários cearenses à greve nacional."

Durante a manhã, o Sindicato dos Bancários realizou passeata pelo corredor bancário do Centro de Fortaleza, distribuindo pirulitos para mostrar que os banqueiros estão querendo tirar o doce da boca dos bancários.

Nesta terça-feira [11], o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, se reúne em São Paulo, para avaliar a greve e ampliar ainda mais o movimento. A reunião será realizada na sede da Contraf-CUT.

REIVINDICAÇÃO - A categoria dos bancários reivindica reajuste de 12,8% [5% de aumento real mais a inflação do período], valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados [PLR], mais contratações, fim da rotatividade, combate ao assédio moral, fim das metas abusivas, mais segurança, igualdade de oportunidades e melhoria do atendimento aos clientes.

NO CEARÁ - Os dados apontados pelo SEEB-CE são de que o movimento de paralisação nos bancos privados no Ceará continua forte. No Banco do Nordeste [BNB], a adesão é estimada em torno de 70% em todo o Nordeste, número seguido pelo Estado.

No Banco do Brasil [BB], o diretor do SEEB/CE, Gustavo Tabatinga, afirma que vem alcançando os mesmos índices de paralisação histórica de 2010. Na Caixa Econômica Federal [CEF], há informações do apoio de um grupo de concursados que vem participando ativamente do movimento.

* Com informações do SEEB-CE e Valor Econômico [Crédito foto: SEEB-CE]
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Publicado por Jornalismo

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