O parlamentar citou o Hospital Regional do Cariri [HRC], já em funcionamento, e os demais órgãos com previsão de entrega até o fim do mandato do governador Cid Gomes: hospitais em Fortaleza, Quixeramobim, Sobral e Maciço de Baturité; policlínicas, Centros de Especialidades Odontológicas [CEOs] e Unidades de Pronto Atendimento [UPAs].
Conforme Landim, a plena operação dessa rede desafogará as unidades de Fortaleza. A Capital sofre recorrentes superlotações por conta da demanda interiorana. No entanto, são necessários mais de R$ 900 milhões anuais para mantê-la. “Nosso governo se programou para deixar o Ceará na vanguarda brasileira de melhor serviço. Mas teremos uma dificuldade muito séria se não tivermos uma fonte de financiamento. Podemos criar aqui uma situação bastante embaraçosa”, ponderou.
Pelas contas do socialista, só os grandes hospitais consumirão R$ 432 milhões/ano em manutenção. As policlínicas custarão R$ 144 milhões/ano; Os CEO, R$ 47 milhões/ano; e as UPAs, R$ 268 milhões. O deputado disse que, se somada, a quantia é equivalente ao que o Estado recebia da extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira [CPMF].
CARIRI - O deputado também criticou a existência de um lobby no setor de neurologia, especialmente na região do Cariri. Os médicos recusam-se a trabalhar por considerarem baixo o valor pago pelo Sistema Único de Saúde [SUS] pelos procedimentos do setor. Por conta disso, os trabalhos de neurologia do HRC não funcionam até hoje, quando o hospital foi entregue em junho.
Áudio do parlamentar_
Em aparte, o deputado Capitão Wagner [PR] admitiu os altos investimentos do Governo do Estado em saúde. Ele pediu a construção de helipontos nas novas unidades de alta complexidade e mais valorização dos profissionais da área. “Aí, sim, vamos ter a melhor saúde pública do Brasil”, destacou. “É interessante que saibamos que toda essa matriz de investimentos feita no Ceará se baseia no incremento da nossa riqueza em mais de 100%”, completou o deputado Roberto Mesquita [PV].
Líder do Governo na Casa, o deputado Antonio Carlos [PT] declarou não ser só do Ceará a dificuldade de encontrar uma fonte de financiamento para a saúde além do que já é previsto no orçamento estadual. “Estados pobres precisam de verba federal. E vai ter que ser tirando dinheiro de algum setor que ganha muito”, adiantou.
Já o vice-líder do Executivo, deputado Carlomano Marques [PMDB], defendeu a criação da Contribuição Social para a Saúde [CSS]. “Temos que parar com a hipocrisia. Saúde é caro. Saúde de qualidade é mais caro ainda”, pontuou.
* Com informações da Agência de Notícias da Assembleia Legislativa
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