Originalidade. Essa é a palavra que diferencia o Santuário de Nossa Senhora da Conceição, ou Igreja do Monte, dos demais templos descaracterizados e ampliados no sítio histórico icoense, não incluindo a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, que ainda mantém os traços de sua origem.
Não é difícil. Facilmente notamos a opulência dos construtores desse monumento histórico do século XVIII, período da agropecuária farta e motivo para o estabelecimento de muitos portugueses comerciantes e fazendeiros nas terras da Ribeira dos Icós. Mas raramente essa exuberância artística em pleno sertão cearense é alvo de olhares turístico, um pouco distante do centro histórico e quase esquecida.
ELEMENTOS - Provida de efeitos decorativos banhados pelo uso do dourado intenso, curvas e contra curvas, luz e sombra, eira, beira e tribeira, cornijas, pináculos, coro, tribuna ou púlpito, sacadas em madeira maciça, portas almofadadas, sineira barroca, pilares, uma escadaria com 28 degraus, símbolos marianos, siglas em latim, colunas decorativas com capitéis, ábacos e etc. São decorações e elementos da arquitetura do Santuário da Conceição, que apresenta em seu arcabouço interno e externo, características do estilo barroco e do rococó francês.
Conforme estudos, análises e hipóteses, foi um artista icoense que arquitetou o altar-mor e esculpiu flores barrocas como uma assinatura artística do seu trabalho, que atualmente podemos apreciar.
O templo foi restaurado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), onde a pintura original do altar-mor que havia sido completamente coberta por camadas de outras tintas, foi recuperada. O tombamento do sítio histórico ocorreu em dezembro de 1997.
Podemos considerar o fato de ser o único templo do Icó colonial, onde atualmente podemos encontrar o púlpito ou tribuna, antigo instrumento utilizado para a proclamação do evangelho e os sermões dos sacerdotes. Órgão sempre localizado ao lado do altar-mor.
Com certeza existiram belos púlpitos nos demais templos do sítio histórico, não existem mais, as balas esbraseadas dos canhões da ignorância destruíram para sempre, assim como 80% do patrimônio histórico material da cidade, nos restando apenas 20%.
Hoje o Santuário da Conceição é eleito pelas mulheres icoenses como cenário primoroso para as realizações matrimoniais. Beleza artística reconhecida e valorizada.
* Texto escrito por Luan Sarmento - Estudante de Serviço Social da Faculdade Vale do Salgado [FVS] e pesquisador da História de Icó - publicado em seu blog Icó Arte Barroca. Colaboradores: Pesquisador Altino Afonso e historiadora Fernanda Klébia
Não é difícil. Facilmente notamos a opulência dos construtores desse monumento histórico do século XVIII, período da agropecuária farta e motivo para o estabelecimento de muitos portugueses comerciantes e fazendeiros nas terras da Ribeira dos Icós. Mas raramente essa exuberância artística em pleno sertão cearense é alvo de olhares turístico, um pouco distante do centro histórico e quase esquecida.
ELEMENTOS - Provida de efeitos decorativos banhados pelo uso do dourado intenso, curvas e contra curvas, luz e sombra, eira, beira e tribeira, cornijas, pináculos, coro, tribuna ou púlpito, sacadas em madeira maciça, portas almofadadas, sineira barroca, pilares, uma escadaria com 28 degraus, símbolos marianos, siglas em latim, colunas decorativas com capitéis, ábacos e etc. São decorações e elementos da arquitetura do Santuário da Conceição, que apresenta em seu arcabouço interno e externo, características do estilo barroco e do rococó francês.
Conforme estudos, análises e hipóteses, foi um artista icoense que arquitetou o altar-mor e esculpiu flores barrocas como uma assinatura artística do seu trabalho, que atualmente podemos apreciar.
O templo foi restaurado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), onde a pintura original do altar-mor que havia sido completamente coberta por camadas de outras tintas, foi recuperada. O tombamento do sítio histórico ocorreu em dezembro de 1997.
O santuário em 1942. Foto registrada pelo pintor João José Rescala
O santuário em 2006. Fotos registradas pela historiadora Fernanda Klébia
Anexo do nosso trabalho de literatura na época do Ensino Médio.
Anexo do nosso trabalho de literatura na época do Ensino Médio.
Podemos considerar o fato de ser o único templo do Icó colonial, onde atualmente podemos encontrar o púlpito ou tribuna, antigo instrumento utilizado para a proclamação do evangelho e os sermões dos sacerdotes. Órgão sempre localizado ao lado do altar-mor.
Com certeza existiram belos púlpitos nos demais templos do sítio histórico, não existem mais, as balas esbraseadas dos canhões da ignorância destruíram para sempre, assim como 80% do patrimônio histórico material da cidade, nos restando apenas 20%.
O sino de 1850, morto, mudo, quebrado há 5 anos.
1850, é o ano que está gravado na peça com números de ferro.
1850, é o ano que está gravado na peça com números de ferro.
Hoje o Santuário da Conceição é eleito pelas mulheres icoenses como cenário primoroso para as realizações matrimoniais. Beleza artística reconhecida e valorizada.
* Texto escrito por Luan Sarmento - Estudante de Serviço Social da Faculdade Vale do Salgado [FVS] e pesquisador da História de Icó - publicado em seu blog Icó Arte Barroca. Colaboradores: Pesquisador Altino Afonso e historiadora Fernanda Klébia
















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