sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Novo presidente do Cabo Verde toma posse com presença do governador do CE

A posse do novo presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, foi prestigiada pelo governador Cid Gomes, representando o governo brasileiro. O evento foi realizado em Praia, capital do arquipélago que forma a nação.

Em entrevista à imprensa local, Cid Gomes ressaltou o “desejo e disposição brasileira de estreitar parceria de forma profícua e duradoura com Cabo Verde”.

O governador cearense foi designado pela presidenta Dilma Roussef para representar o governo brasileiro por ter o Ceará com o país africano relações comerciais e culturais como, por exemplo, a recente inauguração da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), em Redenção.

Em seu discurso de posse, Jorge Carlos enfatizou o interesse em desenvolver a aproximação com “nações amigas”, sobretudo com os países da Língua Portuguesa. Sobre a crise econômica, o novo presidente caboverdiano destacou a necessidade do apoio e da garra de todos para atravessar o período.

NOVO PRESIDENTE - O novo presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, foi empossado como o quarto chefe de Estado em 36 anos de História do país, após Aristides Pereira (1975/91), António Mascarenhas Monteiro (1991/2001) e Pedro Pires (2001/11).

Aos 60 anos, Jorge Carlos Fonseca, advogado e jurisconsultor, chefiou a diplomacia cabo-verdiana entre 1991 e 1993, rompeu com o Movimento para a Democracia em 1994, fundou nesse mesmo ano o Partido da Convergência Democrática (PCD) e abandonou-o em 1998.

Em 2001 foi candidato à presidência cabo-verdiana e atingiu pouco mais de 3% dos votos. Com o resultado abandonou a carreira política e foi se dedicar ao Instituto de Ciências Jurídicas e Sociais, cuja direção deixou para assumir a Presidência de Cabo Verde.

Eleito com 54,16% dos votos, Jorge Carlos Fonseca abriu uma nova era na política local, quebrando o "mito" reinante desde 1991: o presidente foi sempre oriundo da esfera partidária do partido do Governo e sempre com maiorias no Parlamento.

* Com informações da Coordenadoria de Imprensa do Governo do Estado

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