Icozinho: Famílias sem pai presente e mães precoces são mostradas no "Profissão Repórter"

Uma matéria reflexiva e que apresenta um dos quadros marcantes em Icó e diversos municípios cearenses, infelizmente.

O programa "Profissão Repórter" da Rede Globo
esteve no distrito icoense de Icozinho, no final de 2010, e constatou uma dura realidade das localidades mais distantes de Icó, as jovens mães e muitas delas sem o marido para auxiliar em casa.

A matéria que seria feito no local deu origem a duas pautas, uma para o Criança Esperança, que mostrou detalhadamente o trabalho da Pastoral da Criança, no combate à desnutrição em crianças, e outra para o "Profissão".

A REPORTAGEM - Exibida no dia 26 de outubro de 2010 em rede nacional, a reportagem trata da nova realidade brasileira. Cada vez mais as mulheres tornam-se chefes de família, muitas das vezes assumindo o papel de mãe e pai, o que gera família sem pai e mulher sem marido.

Segundo números apresentados no vídeo, 4 em cada 10 lares brasileiros são chefiados por mulheres. De 58 milhões de residências, 22 milhões tem a chefia de uma mulheres.

A gravação foi feita em três eixos: São Paulo (SP), Salvador (BA) e Icó (CE) e, apresenta-se, abaixo, dividida em duas partes. Na capital paulista, as imagens e entrevistas foram feitas pelos repórteres Thais Itaqui e Felipe Gutierrez. Em Salvador, Salerno e Thiago Jock. E em terras icoenses, o apresentador do programa Caco Barcellos.

Na localidade sudestina foi apresentado a situação de mães que cuidam sozinhas de seus filhos em alguns prédios de um dois maiores conjuntos habitacionais da cidade, com 4.700 famílias. Na capital baiana, foi mostrado um multirão de reconhecimento de patenidade realizado pela Defensoria Pública.

EM ICÓ - Apesar de passados um ano depois de feita a reportagem, é fato verificar que pouco ou quase nada se alterou, em virtude da ausência, no município, de emprego que atenda a demanda de uma população que gira em torno de 65 mil habitantes.

O emprego é apresentado como fator principal da ausência da figura paterna no distrito de Icozinho, que, de acordo com o relato de Barcellos à época, "impressiona a quantidade de mulheres que cuidam dos filhos sozinhas".

Diferentemente do apresentado nos casos de São Paulo, principalmente, cujas separações de casais acontecia por problemas ligados ao álcool, violência doméstica e drogas, em Icó a falta de emprego obrigou os pais de família a se deslocarem até a capital paulistana, criando outro tipo de separação, a consentida.

O jornalista Caco Barcellos, responsável pelo programa iniciou sua jornada em Icó, no Mercado Público velho, local de parada para os ônibus dos distritos do Município, como o caso de Icozinho, localidade visitada pelo noticiarista.

A visita ocorreu guiada pela então responsável pela Pastoral da Criança, Dulcineia. Aproximadamente duas horas separaram o apresentador do programa da Sede de Icó até Icozinho.

No caminho, a bucólica paisagem do sertão, com a caatinga e os animais, contrastando com as casas simples que, aos poucos, vão tornando-se mais habituais quando se chega. Nos relatos apresentados pelas icoenses, no caso as mulheres, é notado que o desafio na criação dos filhos é uma constante.

PARTE I (A partir de 11m50s) -


19 anos de idade, três filhos para criar e com um marido que foi para São Paulo em busca de emprego. Essa vida, apresentada na reportagem tem nome: Gleidissonia dos Santos, que foi mãe com apenas 16 anos e jovem tem o desafio de criar e alimentar o trio infantil longe do marido, ausente há oito meses, na reportagem. O único contato, um telefone.

Em outro caso, a senhora Rosimeire Pereira apresenta-se com quatro filhas e com o marido também trabalhando em São Paulo. Analice, a filha mais nova, o pai não a viu nascer, e já apresenta sinais de desnutrição, não ganhando peso na amamentação em consequência da má alimentação da mãe. As três irmãs seguem o mesmo caminho da falta de nutrientes.

O jornalista Caco Barcellos procurou o marido de Rosimeire, José Roberto, mas não teve êxito. Contudo, encontrou o irmão dele, José Luiz, trabalhando em construção de casas populares no interior de São Paulo, de segunda até domingo.

Com seis filhos, Luiz representa o que muitos filhos de Icó ainda fazem: trabalham vários meses no Sudeste, em serviço temporário, mandam dinheiro, e logo após retornam ao torrão natal. Por pouco tempo, todavia. Uma quinzena depois, precisam retornar à São Paulo para continuar a labuta para pagar as contas. "Lá (no Icó) o pessoal não vai querer cobrar minhas contas", finaliza José, que, quando foi realizada a matéria, já havia embarcado 19 vezes para as terras paulistas.

PARTE II (em 2m10s/ em 8m25s)-

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Publicado por Jornalismo

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