O deputado Delegado Cavalcante (PDT), presidente da Subcomissão, disse que entre as ações do colegiado estão as diversas visitas realizadas a comunidades terapêuticas como o projeto Fazenda Esperança, em que foram colhidas informações e experiências para serem replicadas nas comunidades do Estado. A Subcomissão também apresentou projetos de indicação para a criação e reforço de delegacias de combate às drogas.
Ele informou ainda sobre a realização da Conferência Estadual de Enfrentamento ao Crack, Oxis e Tráfico de Usuários, na Casa, no dia 8 de agosto, das 7hs às 13hs. A ideia é discutir com especialistas, autoridades e a sociedade civil a problemática das drogas e formas para seu enfrentamento quanto à repressão, prevenção, tratamento e ressocialização.
O presidente da Associação Brasileira de Dependentes Químicos (Abradeq), reverendo da Assembleia de Deus Carlos Dantas, destacou a necessidade de uma articulação geral do Poder Público para o combate às drogas no Ceará, tendo em vista seu crescimento. Conforme ele, dados do IBGE revelaram 100 mil usuários de crack no Estado.
O psicólogo Paulo César chamou atenção para o aumento de bebidas alcoólicas, problema considerado por ele como “a porta de entrada para as drogas”. De acordo com ele, 70% da população cearense ingerem bebidas alcoólicas.
A pastora Cristiane Ramires, diretora Executiva do Centro de Recuperação Leão da Tribo de Judá, endossou a gravidade da situação com o aumento da droga, “que já é uma epidemia no Brasil”. “Acredito na prevenção”, disse, lembrando que o centro de recuperação vem atuando de forma preventiva nas escolas. Para ela, há a necessidade de uma ressocialização dos usuários, pois muitos saem e acabam voltando porque não arranjam empregos.
Os deputados Eliane Novais (PSB) e Daniel Oliveira destacaram a necessidade de mais investimentos. Eliane Novais ressaltou a importância de investir na espiritualidade dos usuários. A parlamentar defendeu ainda a construção de escolas em tempo integral como uma forma de ocupar crianças e jovens, deixando-os fora do “mundo das drogas”.
Daniel Oliveira disse que a droga tem deixado as grandes cidades e se expandindo para a zona rural. “Não consigo criminalizar o usuário, mas temos que encontrar saídas”, afirmou, reforçando a necessidade de incentivar programas de recuperação. Ele defendeu a inclusão de disciplinas de prevenção nas escolas.
Ronaldo Martins acredita que as casas de recuperação dos dependentes poderiam receber mais investimentos do Poder Público, sobretudo as entidades religiosas, pois não “há setor que mais tira jovens das drogas como as igrejas”.
* Com informações da Agência de Notícias da Assembleia Legislativa
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