Do início da campanha eleitoral até seu desfecho em 03 de outubro observou-se um comportamento peculiar por parte das lideranças políticas de oposição na região icoense. Ocorre que o candidato a prefeito da oposição nas eleições pretéritas e ora candidato a deputado estadual nessas eleições não obteve o apoio se quer da metade das lideranças que o haviam apoiado anteriormente.
Trata-se de Jaime Júnior, candidato pelo Democratas, velho conhecido em nosso meio político, que fez frente à dita “União” organizada pela situação em Icó nas eleições de 2008. À época, nomes como Quilon Peixoto, Cardoso Mota e Charles Peixoto uniram-se aos antigos adversários Oriel, Neto e Marcos Nunes com o objetivo de fortalecerem seu poder político e mais uma vez conseguirem ocupar o Palácio da Alvorada, apresentando a chapa Marcus Nunes e Charles Peixoto.
Nesse episódio, a oposição icoense apontou Jaime como o candidato a bater a composição da “união”, vindo este a conseguir uma votação considerável, sendo que, ao fim, o candidato Marcos Nunes restou vitorioso em um placar muito apertado.
As eleições 2008 passaram, mas deixaram no ar duas impressões. A primeira, que a União composta por antigos adversários não duraria muito tempo unida de fato. A segunda, que Jaime, apesar de derrotado nas urnas, seria um nome forte da região nas eleições 2010 e posteriormente em 2012 na disputa pelo governo municipal.
Dois anos à frente e a primeira impressão mostrou-se totalmente equivocada, o grupo da “união” manteve-se coeso, e apoiou em peso o candidato à reeleição a deputado estadual Neto Nunes, vindo este a obter uma numerosa soma de votos no município, chegando à marca de 15.883 votos, fato que tira qualquer dúvida quando à força que esse grupo político ainda detém sobre a região.
Quanto à segunda impressão, de fato Jaime revelou-se um forte candidato na política icoense, candidatou-se também a deputado estadual e obteve a expressiva marca de 9.523 votos na cidade, confirmando assim o que já se esperava.
Porém, o que não se esperava era que as lideranças que fizeram oposição junto com Jaime Júnior em 2008 não o apoiassem para deputado em 2010. Os motivos que nos levam a compreender esse comportamento são muitos e todos eles demonstram que a oposição passa por um processo de “Desunião” inversamente proporcional ao que se observou no caso dos políticos que compõem a situação.
Sem questionar a política adotada pela situação, nem tampouco a competência de Jaime, pois esta não é a intenção no momento. A questão que se insurge agora é, será que, de um modo geral, ainda temos oposição em Icó, ou apenas um ou outro se mantém de pé? E, se negativa a resposta, será que ela vai fazer alguma falta?
Em verdade, uma oposição atuante, que cobre, fiscalize e apresente novos caminhos é fundamental para a manutenção saudável da democracia em qualquer esfera de governo, pois é ela quem dá freios à situação nos momentos em que esta age extrapolando os limites de interesse do povo. Se não fosse assim e a oposição não fosse importante, o fascista Adolf Hitler não teria assassinado a maioria de seus opositores na Alemanha do século passado.
A resposta a nossa última indagação é clara no sentido de que, uma oposição de fachada, de aparências, desorganizada e alheia ao que acontece na cidade, realmente não interessa à nossa população.
O que se busca com essa observação externa sobre o cenário político icoense não é enaltecer ou atacar lado “a” ou “b”. É atingir às pessoas que têm vontade de agir, que não se conformam com o que lhes é imposto, que objetivam mudar, ainda que lentamente, o jeito de fazer política em nossa cidade, para que elas se levantem, organizem-se, unam-se e façam a força que falta em Icó. Para quem já faz isso, parabéns e boa sorte!
Trata-se de Jaime Júnior, candidato pelo Democratas, velho conhecido em nosso meio político, que fez frente à dita “União” organizada pela situação em Icó nas eleições de 2008. À época, nomes como Quilon Peixoto, Cardoso Mota e Charles Peixoto uniram-se aos antigos adversários Oriel, Neto e Marcos Nunes com o objetivo de fortalecerem seu poder político e mais uma vez conseguirem ocupar o Palácio da Alvorada, apresentando a chapa Marcus Nunes e Charles Peixoto.
Nesse episódio, a oposição icoense apontou Jaime como o candidato a bater a composição da “união”, vindo este a conseguir uma votação considerável, sendo que, ao fim, o candidato Marcos Nunes restou vitorioso em um placar muito apertado.
As eleições 2008 passaram, mas deixaram no ar duas impressões. A primeira, que a União composta por antigos adversários não duraria muito tempo unida de fato. A segunda, que Jaime, apesar de derrotado nas urnas, seria um nome forte da região nas eleições 2010 e posteriormente em 2012 na disputa pelo governo municipal.
Dois anos à frente e a primeira impressão mostrou-se totalmente equivocada, o grupo da “união” manteve-se coeso, e apoiou em peso o candidato à reeleição a deputado estadual Neto Nunes, vindo este a obter uma numerosa soma de votos no município, chegando à marca de 15.883 votos, fato que tira qualquer dúvida quando à força que esse grupo político ainda detém sobre a região.
Quanto à segunda impressão, de fato Jaime revelou-se um forte candidato na política icoense, candidatou-se também a deputado estadual e obteve a expressiva marca de 9.523 votos na cidade, confirmando assim o que já se esperava.
Porém, o que não se esperava era que as lideranças que fizeram oposição junto com Jaime Júnior em 2008 não o apoiassem para deputado em 2010. Os motivos que nos levam a compreender esse comportamento são muitos e todos eles demonstram que a oposição passa por um processo de “Desunião” inversamente proporcional ao que se observou no caso dos políticos que compõem a situação.
Sem questionar a política adotada pela situação, nem tampouco a competência de Jaime, pois esta não é a intenção no momento. A questão que se insurge agora é, será que, de um modo geral, ainda temos oposição em Icó, ou apenas um ou outro se mantém de pé? E, se negativa a resposta, será que ela vai fazer alguma falta?
Em verdade, uma oposição atuante, que cobre, fiscalize e apresente novos caminhos é fundamental para a manutenção saudável da democracia em qualquer esfera de governo, pois é ela quem dá freios à situação nos momentos em que esta age extrapolando os limites de interesse do povo. Se não fosse assim e a oposição não fosse importante, o fascista Adolf Hitler não teria assassinado a maioria de seus opositores na Alemanha do século passado.
A resposta a nossa última indagação é clara no sentido de que, uma oposição de fachada, de aparências, desorganizada e alheia ao que acontece na cidade, realmente não interessa à nossa população.
O que se busca com essa observação externa sobre o cenário político icoense não é enaltecer ou atacar lado “a” ou “b”. É atingir às pessoas que têm vontade de agir, que não se conformam com o que lhes é imposto, que objetivam mudar, ainda que lentamente, o jeito de fazer política em nossa cidade, para que elas se levantem, organizem-se, unam-se e façam a força que falta em Icó. Para quem já faz isso, parabéns e boa sorte!
Brasília, 07 de outubro de 2010.
José Ferreira de Abreu Neto.
José Ferreira de Abreu Neto.
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