Em um dos périplos do candidato Lula pelo Ceará, quando enfrentava Fernando Henrique Cardoso nas eleições presidenciais de 1998, estava presente num evento político realizado na concha acústica da UFC, acompanhando de perto as movimentações deste extraordinário líder sindical que discursava para a juventude universitária de Fortaleza, embora eu mesmo jamais tenha sido universitário, abordando o tema do crescente desinteresse da juventude pela política.
O candidato Lula se mostrava preocupado com a despolitização dos jovens em geral, e apresentava como razão, dentre outras, os maus exemplos de alguns políticos que faziam da vida pública um negócio asqueroso que tinha a corrupção como pano de fundo.
Lula acrescentava ainda a abordagem unilateral enfocada pelos veículos de comunicação de massa que davam tons de escandalização generalizada a situações episódicas como se fossem regra e não excessão, causando desalento e afastando o eleitor do debate político tão importante para democracia.
O então candidato chamava a atenção dos presentes naquele evento para o fato de que era preciso confiar nas instituições e qualificar o voto. Se determinado candidato mostrou ser incapaz de merecer a confiança do eleitor, vindo a traí-lo no não cumprimento de promessas demagógicas, que o troco fosse dado nas eleições seguintes derrotando o projeto que pôs em vigor.
Ainda reverbera em minha mente as palavras de Lula ao pronunciar a frase: "o mau de não gostar de política é ter a vida governada por quem gosta". O eleitor não deve se mostrar apático diante de campanhas vazias, baseadas exclusivamente em denuncismo e na falta de um projeto alternativo que se contraponha ao modelo em curso.
É do jogo democrático expôr todas nuances das candidaturas, seja em que aspecto se tornar imprescendível para que o eleitor faça sua escolha baseada no próprio discernimento sem que influências externas interfiram na livre capacidade de sufragar o candidato que lhe aprouver.
O que não se pode admitir, ao meu ver, é este jogo sorrateiro que se faz na grande imprensa e que desequilibra a disputa eleitoral em favor de um candidato, ao passo que prejudica outro apenas porque o estabelecimento não engole que a maioria do povo penda para o lado que não é o que apoiam.
Quando um veículo de comunicação, secundado por outros, numa espécie de efeito manada, chega a estampar, em suas primeiras páginas, uma ficha falsa de uma candidata sem se dá ao trabalho de checar a autenticidade do material publicado, quando em suas páginas impressas fazem a torpe insinuação de que o presidente teria estuprado um companheiro nos porões da ditadura, e lhe chama de assassino, no caso do acidente da TAM, para depois dizer que estava apenas "testando hipóteses".
Quando se utiliza de seu próprio instituto de pesquisa, cujo ativo principal é a credibilidade, para falsear dados numa clara tentativa de induzir o eleitor, quando falam de um dossiê fajuto, supostamente confeccionado a mando da candidata Dilma para prejudicar Serra, mesmo sabendo que o tal do dossiê é um livro que o jornalista Amaury Ribeiro Junior irá publicar sobre a privataria da era FHC e que foi elaborado como precaução pela pré-campanha de Aécio Neves, sob a tutela do jornal o Estado de Minas aliado de Aécio, estamos diante de um vale tudo.
Os meios serão usados de todas as formas para justificar os fins. Agora estão falando no fim da obrigatoriedade do voto. Imaginam que com isso vão afastar milhões de eleitores que ajudaram a se desinteressar do processo eleitoral das urnas. Daqui a pouco vão restabelecer o voto censitário, impedir que analfabetos, negros, mendigos, mulheres e menores de dezoito anos votem. Está certo o presidente quando diz nos próximos três meses o bicho vai pegar!
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* Texto escrito e enviado por Kid Jansen de Alencar Moreira
O candidato Lula se mostrava preocupado com a despolitização dos jovens em geral, e apresentava como razão, dentre outras, os maus exemplos de alguns políticos que faziam da vida pública um negócio asqueroso que tinha a corrupção como pano de fundo.
Lula acrescentava ainda a abordagem unilateral enfocada pelos veículos de comunicação de massa que davam tons de escandalização generalizada a situações episódicas como se fossem regra e não excessão, causando desalento e afastando o eleitor do debate político tão importante para democracia.
O então candidato chamava a atenção dos presentes naquele evento para o fato de que era preciso confiar nas instituições e qualificar o voto. Se determinado candidato mostrou ser incapaz de merecer a confiança do eleitor, vindo a traí-lo no não cumprimento de promessas demagógicas, que o troco fosse dado nas eleições seguintes derrotando o projeto que pôs em vigor.
Ainda reverbera em minha mente as palavras de Lula ao pronunciar a frase: "o mau de não gostar de política é ter a vida governada por quem gosta". O eleitor não deve se mostrar apático diante de campanhas vazias, baseadas exclusivamente em denuncismo e na falta de um projeto alternativo que se contraponha ao modelo em curso.
É do jogo democrático expôr todas nuances das candidaturas, seja em que aspecto se tornar imprescendível para que o eleitor faça sua escolha baseada no próprio discernimento sem que influências externas interfiram na livre capacidade de sufragar o candidato que lhe aprouver.
O que não se pode admitir, ao meu ver, é este jogo sorrateiro que se faz na grande imprensa e que desequilibra a disputa eleitoral em favor de um candidato, ao passo que prejudica outro apenas porque o estabelecimento não engole que a maioria do povo penda para o lado que não é o que apoiam.
Quando um veículo de comunicação, secundado por outros, numa espécie de efeito manada, chega a estampar, em suas primeiras páginas, uma ficha falsa de uma candidata sem se dá ao trabalho de checar a autenticidade do material publicado, quando em suas páginas impressas fazem a torpe insinuação de que o presidente teria estuprado um companheiro nos porões da ditadura, e lhe chama de assassino, no caso do acidente da TAM, para depois dizer que estava apenas "testando hipóteses".
Quando se utiliza de seu próprio instituto de pesquisa, cujo ativo principal é a credibilidade, para falsear dados numa clara tentativa de induzir o eleitor, quando falam de um dossiê fajuto, supostamente confeccionado a mando da candidata Dilma para prejudicar Serra, mesmo sabendo que o tal do dossiê é um livro que o jornalista Amaury Ribeiro Junior irá publicar sobre a privataria da era FHC e que foi elaborado como precaução pela pré-campanha de Aécio Neves, sob a tutela do jornal o Estado de Minas aliado de Aécio, estamos diante de um vale tudo.
Os meios serão usados de todas as formas para justificar os fins. Agora estão falando no fim da obrigatoriedade do voto. Imaginam que com isso vão afastar milhões de eleitores que ajudaram a se desinteressar do processo eleitoral das urnas. Daqui a pouco vão restabelecer o voto censitário, impedir que analfabetos, negros, mendigos, mulheres e menores de dezoito anos votem. Está certo o presidente quando diz nos próximos três meses o bicho vai pegar!
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* Texto escrito e enviado por Kid Jansen de Alencar Moreira
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