A balança comercial brasileira registrou saldo de US$ 3,227 bilhões no mês de agosto. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior [MDIC].Os dados positivos foram resultado de exportações no valor de US$ 22,382 bilhões e de importações equivalentes a US$ 19,155 bilhões.
Os números apresentatam o melhor superávit mensal de 2012, 12,2% maior em comparação com julho, mas 17,1% abaixo do saldo de agosto de 2011, que foi de US$ 3,893 bilhões. No acumulado do ano, o superávit comercial soma US$ 13,172 bilhões, 34% menor que os US$ 19,988 bilhões obtidos no mesmo período de 2011.
MERCADO - A China, que passou a ser o maior parceiro comercial do Brasil depois da crise financeira de 2008, comprou 0,8% menos de produtos brasileiros, pela média diária, comparado ao período janeiro-agosto de 2011.
As maiores retrações foram registradas nas compras da Europa Oriental [-32,5%], do Mercosul [-17,2%], Oriente Médio [-13,9%], da América Latina e do Caribe [-10,2%], e da União Europeia [-8,4%]. As compras argentinas tiveram redução de 19,3%.
Em volume de recursos, os principais destinos das vendas brasileiras continuam sendo a China, com compras no valor de US$ 29,149 bilhões, os Estados Unidos [US$ 18,678 bilhões] e a Argentina [US$ 11,996 bilhões].
Dos US$ 166,56 bilhões exportados em 2012 pelo Brasil, 18,2% foram para a China, contra participação de 17,4% em 2011; e 11,6% foram para os Estados Unidos, que tiveram participação de 9,9% no mesmo período do ano passado. Em sentido contrário, a participação da Argentina caiu de 8,8% para 7,5%, sendo a queda mais acentuada.
MATERIAIS - Os produtos básicos [minério de ferro, soja em grão, petróleo cru e outros] venderam 15,5% menos, apesar do destaque positivo para as vendas de milho [+60%] e de farelo de soja [+48,8%]. Os produtos semimanufaturados [açúcar, celulose, chapas de ferro e aço] tiveram queda de 23,6%, mesmo com o bom desempenho do ferro-ligas [+30,5%] e do óleo de soja [+38,7%].
Os manufaturados tiveram desempenho um pouco melhor, com retração de apenas 8,6%, principalmente devido às menores vendas de açúcar refinado [-47,5%] e de automóveis [-19%]. Em contrapartida, as exportações de aviões cresceram 6,8% [para a China, Índia, Indonésia, Alemanha e Itália], óleos combustíveis [+8,1%] e motores e geradores elétricos [+33,1%].
* Com informações da Agência Brasil
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