
17.731 icoenses em situação de extrema pobreza. Este é um dos números apontados pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará [IPECE], órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão [SEPLAG] do Governo do Estado.
Os dados fazem parte do estudo inédito “Os Determinantes Espaciais da Extrema Pobreza no Estado do Ceará – 2010”, que compõem “Textos para Discussão” (nº97), que acaba de ser publicado pelo Ipece.
Apesar da verificada queda na quantidade dessa faixa da população, ainda é significativo o percentual que vive em situação crítica em termos de condições de vida. A extrema pobreza ou miséria é definida como rendimento mensal domiciliar per capita de até 70 reais, sendo essa a linha adotada pelo Ministério do Desenvolvimento Social [MDS] em 2011.
A POBREZA RURAL DE ICÓ - Os números apresentados demonstram, concretamente um fato: O Icó precisa avançar [e muito] na igualdade social. Trata-se de oportunizar emprego e renda em terras icoenses. E vamos aos números que exemplificam a [triste] realidade:
Enquanto no Ceará, 17,78% da população [776.654 habitantes] é enquadrada na situação de miséria, o percentual em terras icoenses é mais alto: 27,09% [17.731]. E a concentração da extrema pobreza é maior na zona rural. De cada quatro miseráveis, segundo o estudo, três estão fora da sede urbana, o que representa 13.529 pessoas. Na área ubana, 4.202 icoenses tem uma renda mensal per capita de até 70 reais.
Ironicamente, a área que hoje é a que mais tem pessoas com pouco ou nenhum poder aquisitivo para se manter, há séculos representava a pujança de um Icó pastoril e dono dos maiores rebanhos do Ceará.
REFLEXOS DO PERÍMETRO? - Outro ponto de reflexão diz respeito a uma das potencialidades de Icó e hoje deixada, praticamente, de lado. Ao lado de um dos maiores açudes do Ceará, o Orós, e contando com o Perímetro Irrigado Icó-Lima Campos [PILC], era de se supor que o Icó fosse protagonista nos ramos da agroindústria e agricultura famíliar. Ledo engano.
Sem contar, por décadas, com uma plano de parceria Município-Estado-União, o PILC não obteve recursos para a devida manutenção e viu a estrutura tornar-se obsoleta, na gritante diferença de uma agricultura do século XXI e instrumentos de 1970, quando foi implantado o projeto de produção agropecuária no semiárido cearense.
Os dados fazem parte do estudo inédito “Os Determinantes Espaciais da Extrema Pobreza no Estado do Ceará – 2010”, que compõem “Textos para Discussão” (nº97), que acaba de ser publicado pelo Ipece.
Apesar da verificada queda na quantidade dessa faixa da população, ainda é significativo o percentual que vive em situação crítica em termos de condições de vida. A extrema pobreza ou miséria é definida como rendimento mensal domiciliar per capita de até 70 reais, sendo essa a linha adotada pelo Ministério do Desenvolvimento Social [MDS] em 2011.
A POBREZA RURAL DE ICÓ - Os números apresentados demonstram, concretamente um fato: O Icó precisa avançar [e muito] na igualdade social. Trata-se de oportunizar emprego e renda em terras icoenses. E vamos aos números que exemplificam a [triste] realidade:
Enquanto no Ceará, 17,78% da população [776.654 habitantes] é enquadrada na situação de miséria, o percentual em terras icoenses é mais alto: 27,09% [17.731]. E a concentração da extrema pobreza é maior na zona rural. De cada quatro miseráveis, segundo o estudo, três estão fora da sede urbana, o que representa 13.529 pessoas. Na área ubana, 4.202 icoenses tem uma renda mensal per capita de até 70 reais.
Ironicamente, a área que hoje é a que mais tem pessoas com pouco ou nenhum poder aquisitivo para se manter, há séculos representava a pujança de um Icó pastoril e dono dos maiores rebanhos do Ceará.
REFLEXOS DO PERÍMETRO? - Outro ponto de reflexão diz respeito a uma das potencialidades de Icó e hoje deixada, praticamente, de lado. Ao lado de um dos maiores açudes do Ceará, o Orós, e contando com o Perímetro Irrigado Icó-Lima Campos [PILC], era de se supor que o Icó fosse protagonista nos ramos da agroindústria e agricultura famíliar. Ledo engano.
Sem contar, por décadas, com uma plano de parceria Município-Estado-União, o PILC não obteve recursos para a devida manutenção e viu a estrutura tornar-se obsoleta, na gritante diferença de uma agricultura do século XXI e instrumentos de 1970, quando foi implantado o projeto de produção agropecuária no semiárido cearense.
Segundo reportagem apresentada no periódico Diário do Nordeste, apenas 25% dos lotes são irrigados e outros 75% tem uma produção sem relevância à potencialidade desejada. No início, o uso chegava no total. E quando não se produz riqueza? A lacuna é percebida pela comunidade rural, que detinha no Perímetro uma fonte de renda e viu, com o passar do tempo, minguar-se.
Retornando aos dados do Ipece, o percentual dos extremamente pobres na zona rural de Icó chega ao patamar de 38,66%. Ou seja, dos 34.993 que habitam longe da sede, 13.529 se enquadram como miseráveis.
ENTRE IGUATU E PEREIRO - Na região circunvizinha, composta pelos municípios de Baixio, Cedro, Icó, Iguatu, Ipaumirim, Jaguaribe, Lavras da Mangabeira, Orós, Pereiro e Umari, o ranking da extrema pobreza, proporcional, é a seguinte [da maior para a menor pobreza]:
1º_Pereiro - 38,19% [6.017 pessoas]
2º_Lavras da Mangabeira - 31,40% [9.762]
3º_Umari - 31,09% [2.346]
4º_Icó - 27,09% [17.731]
5º_Cedro - 26,66% [6.539]
6º_Ipaumirim - 24,14% [2.899]Retornando aos dados do Ipece, o percentual dos extremamente pobres na zona rural de Icó chega ao patamar de 38,66%. Ou seja, dos 34.993 que habitam longe da sede, 13.529 se enquadram como miseráveis.
ENTRE IGUATU E PEREIRO - Na região circunvizinha, composta pelos municípios de Baixio, Cedro, Icó, Iguatu, Ipaumirim, Jaguaribe, Lavras da Mangabeira, Orós, Pereiro e Umari, o ranking da extrema pobreza, proporcional, é a seguinte [da maior para a menor pobreza]:
1º_Pereiro - 38,19% [6.017 pessoas]
2º_Lavras da Mangabeira - 31,40% [9.762]
3º_Umari - 31,09% [2.346]
4º_Icó - 27,09% [17.731]
5º_Cedro - 26,66% [6.539]
7º_Baixio - 21,11% [1.272]
8º_Orós - 20,89% [4.468]
9º_Jaguaribe - 20,34% [6.999]
10º_Iguatu - 13,14% [12.676]
Se em termos percentuais a situação é de desafio para o Icó, e em relação à quantidade. É neste caso que se vê que o Icó precisa investir pesado em emprego e renda. E aqui leia-se não apenas recursos, mas, principalmente, projetos e ideias.
No tocante à quantia, estes dez municípios registram 70.709 pessoas que possuem renda mensal domiciliar per capita de até 70 reais. Este total, para efeito de comparação, representa, aproximadamente, a população de Aquiraz, localizada na Região Metropolitana de Fortaleza [RMF].
ICÓ SEM RENDA - E mais, de cada 100 considerados miseráveis nesta região circunvizinha, 43 residem em Icó ou Iguatu, qu respondem juntos, por 43% dos miseráveis. Esmiuçando ainda mais estes números, teremos, pela quantidade, o seguinte ranking de habitantes extremamente pobres [os cinco maiores]:
1º_Icó - 17.731 pessoas extremamente pobres
2º_Iguatu - 12.676
3º_Lavras da Mangabeira - 9.762
4º_Jaguaribe - 6.999
5º_Cedro - 6.539
Trocando em miúdos, no jargão, o que os números apresentam, o último em especial, apresenta um cenário atestado de pobreza de Icó para a região. Logicamente, o Iguatu, poder deter de uma população maior que o Icó, deveria seguir a tendência de ter mais pessoas em situação subumana.
Mas não é isso o que acontece, visto que os nosso vizinhos estão entre os vinte municípios do Ceará com as menores proporções de pessoas extremamente pobres. Resultado: Temos a maior quantia de pessoas em extrema pobreza na região e uma das maiores taxas do Estado, acima da média.
No tocante à quantia, estes dez municípios registram 70.709 pessoas que possuem renda mensal domiciliar per capita de até 70 reais. Este total, para efeito de comparação, representa, aproximadamente, a população de Aquiraz, localizada na Região Metropolitana de Fortaleza [RMF].
ICÓ SEM RENDA - E mais, de cada 100 considerados miseráveis nesta região circunvizinha, 43 residem em Icó ou Iguatu, qu respondem juntos, por 43% dos miseráveis. Esmiuçando ainda mais estes números, teremos, pela quantidade, o seguinte ranking de habitantes extremamente pobres [os cinco maiores]:
1º_Icó - 17.731 pessoas extremamente pobres
2º_Iguatu - 12.676
3º_Lavras da Mangabeira - 9.762
4º_Jaguaribe - 6.999
5º_Cedro - 6.539
Trocando em miúdos, no jargão, o que os números apresentam, o último em especial, apresenta um cenário atestado de pobreza de Icó para a região. Logicamente, o Iguatu, poder deter de uma população maior que o Icó, deveria seguir a tendência de ter mais pessoas em situação subumana.
Mas não é isso o que acontece, visto que os nosso vizinhos estão entre os vinte municípios do Ceará com as menores proporções de pessoas extremamente pobres. Resultado: Temos a maior quantia de pessoas em extrema pobreza na região e uma das maiores taxas do Estado, acima da média.
Como diz a máxima e aqui exaustivamente repetida: Contra fatos não há argumentos. E aqui também repetimos que estes tristes números aqui apresentados são a consequência da ausência do investimento público na população por diversas gestões municipais e que precisam ser revistas, antes que seja tarde demais. Se já não o for.

Esses dados vergonhosos é fruto da corrupção que assola no mundo inteiro. Só existe a fome e miséria porque existe a corrupção, que impede a distribuição de renda e aumenta a desigualdade social. São tantos escândalos e quantias tão exorbitantes desviadas que nos dá náuseas. Nas campanhas eleitorais é tanto político com discursos em defesa dos mais carentes, todos cheios de "boa vontade", munidos de "consciência" do que tem que ser que feito, mas lamentavelmente, depois dos resultados das urnas essa "consciência" fica adormecida, e só acorda quatro anos depois, em nova campanha, pra depois dormir de novo, por mais quatro anos... e assim se segue nesse círculo vicioso de hipocrisia e "sen vergonhice", e a população exposta à condição de pobreza material e espiritual, na medida em que a desesperança toma conta daqueles que estão cansados de acreditar em ilusões.
ResponderExcluirAécia Leal- Blog saboeiro Existe
E fica aí a sugestão: coloquem esse assunto em pauta pro próximo encontro de comunicadores, que será realizado aí em Icó, no próximo dia 22.
ResponderExcluirISTO É UMA VERGONHA!!! Há tempos venho indagando: a que ponto chegamos? Esta aí a resposta. É isso que os politiqueiros corruptos querem, ter essa pobreza submissa. Por isso meus amigos existe o PÃO E CIRCO. NÃO DÁ MAIS PARA AGUENTARMOS CALADO, CHEGOU A HORA DE NOS INDIGNARMOS COM ESSES CORRUPTOS INSTALADOS EM NOSSO ICÓ! O que vamos comemorar nos seus 169 anos? Estou triste meu Icó. Mas vamos mudar esse quadro abominável. Pensem nisso!
ResponderExcluirÉ muito triste ler uma noticia dessa, onde nesse ultimos anos, o Icó se destaca somente no que não serve para o povo, como o pior ensino, saude precária, sem industria, comercio parado e agora o povo mais pobre do Ceará. Muito diferente da familia dos administradores do municipio, que mesmo sem terem profissão, vivem na riqueza, acumulando bens e O POVO DE ICÓ CADA VEZ MAIS POBRE.
ResponderExcluirQUE VERGONHA PARA NÓS, PORQUE A MÃO DA JUSTIÇA NÃO ALCANÇA ESSE MAL E NOS DEVOLVE O QUE É NOSSO.
São lamentáveis esses dados para uma cidade como Icó, que dentro de poucos dia completará 169 anos de emancipação política, mas não é de se admirar, vergonhoso é: Mas nós cidadãos e cidadãs como eleitores e eleitoras têm a maior culpa no que tá acontecendo e se não abrirmos os olhos e não termos a consciência de mudar essa realidade como: tirando esses corruptos do poder, se isso não acontecer, num futuro bem próximo, veremos e podemos presenciar coisas piores. Alerta povo, vamos mudar esta situação. Só depende de nós. Valdi Bezerra
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