Filiações e desfiliações mudam composição partidária em Icó

Em menos de um ano, o Icó terá eleito seu prefeito municipal e a câmara de vereadores para o mandato de quatro anos. Se haverá renovação e/ou continuidade em ambos, o dia 7 de outubro de 2012, um domingo, nos dará a devida resposta.

Contudo, antes do veredicto do sufrágio universal, Icó, seguindo a complexidade e mobilidade política do Brasil, registrou a dança das cadeiras nos partidos políticos e suas respectivas representações locais.

Os fatos foram apresentados recentemente no blog do advogado Fabrício Moreira, e, em breve terão a análise do Icó é Notícia com as informações do TSE, que deverá divulgar oficialmente, na próxima quarta-feira [19], as relações oficiais de filiados de cada agremiação partidária. Vale lembrar que as filiações aconteceram até o último dia 7 de outubro. E no último dia 14, encerrou-se o prazo para os partidos políticos informarem à Justiça Eleitoral a relação atual de seus filiados em todo o Brasil.

PERDAS PARA O PSDB E GANHOS NO PMDB - De acordo com o apresentado no espaço online do vice-presidente da subsecção Iguatu, os tucanos registraram as maiores baixas. Foram registradas as saídas do ex-prefeito e médico Quilon Peixoto e seu filho, o atual vice-prefeito Charles Peixoto. Ambos foram para o PSD.

Além deles, a migração também foi registrada pelo secretário do Meio Ambiente e ex-vereador, Ademir Maciel [agora PMDB]; o secretário de agricultura, Mailton Bezerra [para o PMDB]; e o ex-vereador Geraldo Sabino [partindo para o PMDB]. Outra migração foi a do ex-prefeito e médico Cardoso Mota e correligionários.

Outra migração do Partido da Social Democracia Brasileira [PSDB] para o Partido do Movimento Democrático Brasileiro [PMDB] foi a do ex-vereador França do Picolé. Os tucanos ficam representados em Icó na pessoa do vereador Gilberto Barbosa, que permaneceu na sigla, cuja presidência está nas mãos de Rui Barbosa, irmão do edil Gilberto.

No tocante ao PMDB, além de receber adesões de peso eleitoral, continua nas mãos da Família Nunes, que guia a situação icoense, representada nas figuras do deputado estadual e ex-prefeito Neto Nunes e seu irmão, o atual prefeito Marcos Nunes, que entra como pré-candidato à reeleição.

Vale ainda apontar as adesões de José Meldo Dias, o "Zé de Creuza" [do PSDC], que foi eleito vereador, mas diante do imbróglio entre o mesmo e Franscisco Evandro [PSD], revezaram-se na Câmara nos assentos da Câmara Municipal como edis.

PSD, PSB E PHS - Tratando cada caso, o mais novo partido, o Partido Social Democrático [PSD] tem sua representatividade em Icó com o ex-prefeito Quilon Peixoto, o vice-prefeito Charles Peixoto e os vereadores Evandro Juvino [ex-PDT] e Flamarion Pereira [ex-PR].

No lado do Partido Socialista Brasileiro [PSB], sigla do governador do Estado, houve a adesão do ex-prefeito Cardoso Mota, vindo do PSDB. Pela primeira vez, Mota não pertencerá mais ao mesmo partido do médico e então correligionário Quilon Peixoto. Sem pretensão, segundo relatos, de retomar à candidaturas, tem o desejo de lançar seu irmão, Maninho Mota, para a Cãmara Municipal. Um novo rumo político?

Pelo Partido Humanista da Solidariedade [PHS] local, o advogado e ex-vice-prefeito Fabrício Moreira se desfiliou da agremiação e anunciou a "aposentadoria" no tocante a lançar candidatura. Nas pretensões do PHS, está uma cadeira no Legislativo, com a ideia de lançar o nome do atual secretário de Obras do Município, Dácio Pinto Amâncio.

OPOSIÇÃO E SUAS ADESÕES - O ex-prefeito Jaime Júnior, que pertencia ao PSDC nas Eleições Municipais de 2008 e defendeu o DEM quando disputou para deputado estadual de 2010, após sair, momentaneamente dos Democratas, resolveu voltar. Ainda na mesma sigla, o DEM, o vereador Ítalo da Paz permaneceu na legenda e deverá disputar a reeleição.

No lado do Partido da República [PR], que ficou sem representatividade na Câmara local, com a saída do vereador Flamarion Pereira para o PSD, terá uma nova chance de ingressar no Legislativo e de lutar por representatividade no Executivo. A cartada será o radialista Rubens Brasil, da Brasil FM, um provável candidato ao Palácio da Alforria pela oposição. Junto ao comunicador, é garantido um número razoável de candidatos a vereador para 2012.

No Partido dos Trabalhadores [PT] de Icó, que há tempos não registra representação entre os vereadores, não há confirmação, mas a possibilidade mais cogitada é a de uma provável candidatura do advogado Kerginaldo Cândido.

No Partido Social Liberal [PSL], que conta com a atuante vereadora Maria do Cal, nada muda. Maria de Andrade continua na sigla.

OUTRAS MOVIMENTAÇÕES POLÍTICAS - O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro [PRTB], que dispõe de pouca representatividade em terras icoenses, pleiteia a possibilidade do lançamento do jovem Boquinha Nunes para a Câmara. Pelas bandas do Partido Progressista [PP], o vereador Edjalma Moreira continua na legenda e deverá se lançar para uma das 15 vagas da legislatura 2013/2016.

Outra novidade vem do Partido da Mobilização Nacional [PMN], com a filiação do servidor público federal, Eliseu Amâncio. A sigla é apontada como uma das que deverá lançar os maiores números de candidato a vereador.

Mantendo-se no Partido Republicano Brasileiro [PRB], o vereador Júnior Dantas mantém o partido com uma das cadeiras do Legislativo de Icó. O partido poderá colocar à população local cerca de 15 pré-candidatos. Pelo Partido Trabalhista Brasileiro [PTB], o vereador Ricardo Nunes manteve-se na legenda e seu nome faz parte dos cogitáveis candidatos da situação.

COMPOSIÇÃO DA CÂMARA - Da composição eleita para a legislatura 2008-2012, havia um equilíbrio partidário que colocava em 10 assentos nove partidos representados, o PMDB com uma pequena vantagem [2 vereadores] em relação aos demais, que dispunham apenas de um cada. Pela ocorrência da alternância entre "Zé de Creuza" e Evandro Juvino, resolvemos colocar onze cadeiras, como assim o fosse, para facilitar o comparativo.

Após as alterações, as cadeiras com maior representatividade são o PMDB e o PSD, com dois vereadores cada. PR e PDT perderam a única representatividade. Continuam com uma cadeira o PTB, PSDB, PP, DEM, PRB e PSL. Utilizando a ideia de onze assentos, o PMDB ficaria a frente, com a filiação de "Zé de Creuza", eleito mas que não exerce, atualmente, a vereação, por decisão judicial.
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Publicado por Jornalismo

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